Professores e técnicos de 18 das 59 universidades federais entram em greve

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Entre as reivindicações dos funcionários, estão reestruturação da carreira e reposição de 27% das perdas salariais

Agência Brasil

Universidade Federal de Lavras (Ufla) é uma das instituições que aderiram à greve
Reprodução/Flickr
Universidade Federal de Lavras (Ufla) é uma das instituições que aderiram à greve

Professores e trabalhadores técnico-administrativos de instituições públicas de ensino superior entraram em greve nesta quinta (28), por tempo indeterminado, em vários estados. Os profissionais querem pressionar o governo federal a ampliar os investimentos na educação pública.

Na semana passada, o governo anunciou contingenciamento de recursos do Orçamento Geral da União 2015. Para a educação – setor que está entre as maiores reduções de gastos – serão cortados  R$ 9,423 bilhões.

Entre as reivindicações dos funcionários, estão a reestruturação da carreira e a reposição de 27% das perdas salariais. O último reajuste foi em 2012. 

Os docentes aprovaram a greve no dia 16 de maio, em reunião do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), em Brasília. De acordo com o sindicato, 18 instituições estão paralisadas. Entre elas, a Universidade Federal Fluminense e as federais de Alagoas, Sergipe, Tocantins, Pará, Amapá e Lavras (MG).

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"Houve uma expansão significativa das universidades federais, mas as condições da expansão são precárias. Tivemos, além de dificuldades que já existiam, um contingenciamento de recursos nos três primeiros meses do ano. As universidades não estão conseguindo pagar as suas contas", diz o presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo.

Os trabalhadores técnico-administrativos decidiram pela greve em plenária nacional na segunda-feira (25). Segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), na última reunião feita com o governo, no dia 22 de maio, foram apresentadas posições do governo que "efetivamente não acatam a centralidade de nossas demandas".

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A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que representa 11 sindicatos, entende que agora não é momento para a paralisação. "A negociação acabou de começar", diz o presidente da federação, Eduardo Rolim. Segundo ele, o cronograma de diálogo estabelecido com o governo segue até julho.

Rolim explica que a categoria recebeu um reajuste que variou de 25% a 44% em 2012 e que o acordo tem validade de três anos, prazo que terminou em março. "Agora é necessário garantir um novo reajuste. Além disso, há necessidade de reestruturar a carreira. Para que haja reajuste no próximo ano, o governo precisa enviar a proposta para ser votada pelo Congresso até agosto", afirma.

Com as greves, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) antecipou a reunião do conselho pleno, que ocorreria no dia 29 de julho para o dia 9 de junho.

O Ministério da Educação (MEC) publicou nota nesta quarta (27) na qual critica a decisão pela greve "sem que seja precedida por um amplo diálogo". A pasta diz que a deflagração do movimento agora só faria sentido "quando estiverem esgotados os canais de negociação".

"Normalmente, o Poder Público atende tanto quanto pode, segundo realidades conjunturais, recursos disponíveis, agendas e acordos consagrados, sempre tendo em vista o fim superior, que é a educação inclusiva, de qualidade", diz a nota. O ministério destaca que segue disposto a dialogar com a comunidade das instituições federais.

Veja as universidades com nota máxima do MEC:

Universidade Estadual de Campinas, em Campinas (SP). Foto: iG PaulistaInstituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Foto: Divulgação/Jorge Gripp/ITAInstituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro. Foto: Flickr Thiago CampanateEscola de Ciências Sociais (FGV/CPDOC), em São Paulo. Foto:  Escola de Ciências Sociais – FGV/CPDOCUniversidade Federal de Lavras (Ufla). Foto: Reprodução/FlickrUniversidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Foto: Flickr LucasFaculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, em Campinas. Foto: DivulgaçãoFaculdade de Tecnologia de Ourinhos (Fatec), em Ourinhos (SP). Foto: Divulgação/Centro Paula SouzaEscola Superior de Administração e Gestão da Baixada Santista (ESAGS Strong), em Santos (SP). Foto: Divulgação/EsagsFaculdade Fucape, em Vitória (ES). Foto: DivulgaçãoFaculdade de Administração de Empresas (Facamp), em Campinas. Foto: Divulgação/FacampInsper, em São Paulo. Foto: Divulgação/InsperFaculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Foto: Maíra Teixeira/iGEscola de Economia de São Paulo (FGV/EESP), em São Paulo. Foto: FGV/DivulgaçãoFaculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Foto: Divulgação/FajeEscola Brasileira de Economia e Finanças (FGV/EPGE), no Rio de Janeiro. Foto: FGV/DivulgaçãoEscola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV/EBAPE), no Rio de Janeiro. Foto: FGV/DivulgaçãoEscola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho, em Belo Horizonte. Foto: ACS/FJPUniversidade Federal de Viçosa (UFV). Foto: Wikimedia Commons/Luiz EduardosUniversidade Federal do ABC (UFABC), Santo André (SP). Foto: DivulgaçãoUniversidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foto: Wikimedia CommonsUnifesp. Foto: DivulgaçãoUniversidade Federal de São Carlos, São Carlos (SP). Foto: DivulgaçãoUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foto: Divulgação/Agência de Comunicação da UFSC


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