Nova assembleia foi marcada para o dia 29 de maio, no Masp

Professores da rede estadual de São Paulo estão em greve desde o dia 13 de março
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Professores da rede estadual de São Paulo estão em greve desde o dia 13 de março

Em greve desde o dia 13 de março, professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a paralisação. A resolução foi tomada durante assembleia da Apeoesp (sindicato) no vão do Masp na tarde desta sexta-feira (22).

De acordo com a CET, a Avenida Paulista estava fechada no cruzamento com a Rua Peixoto Gomide às 16h30. Os professores e representantes de outras categorias do funcionalismo público de SP já caminham em passeata em direção à avenida Consolação e devem seguir par a sede da Secretaria de Educação, na Praça da República, centro da capital.

Às 17h30, os professores haviam fechado a avenida Consolação no cruzamento com a rua Piauí, sentido centro. A manifestação foi encerrada por volta das 18h30 na Praça da República.

A categoria pede reajuste de 75% para o salário dos professores, que hoje parte de R$ 2.145 para 40 horas semanais, entre outras pautas. 

De acordo com a PM, há 3.000 pessoas no local. Segundo a Apeoesp (sindicato), são 20 mil participantes.

No ato, os professores decidiram ainda fazer uma nova assembleia na próxima sexta-feira (29), no vão livre do Masp, unindo sua luta à greve geral das demais categorias, marcada para o mesmo dia e local, contra o Projeto de Lei 4330, que trata das terceirizações. A previsão é que, neste dia, depois da assembleia dos professores, com início marcado para as 14h, os movimentos se unam em caminhada até a Praça da República, no centro da capital.

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Na última quarta-feira (20), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu descontar os dias parados dos professores em greve. Segundo a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, o sindicato vai recorrer dessa decisão. “Vamos recorrer. Foi uma decisão monocrática e outra vez, aqui em São Paulo [no Tribunal de Justiça], foi também monocrática, e nós ganhamos no plenário. Temos segurança para entrar e continuar na medida judicial e reverter essa situação”, disse ela na tarde de hoje à jornalistas.

Para Maria Izabel, a decisão do STJ não afetou o movimento dos grevistas. “Os professores aguentaram, e estão aguentando 71 dias em greve”, afirmou. A presidenta do sindicato disse ainda que o governo estadual não marcou nenhuma outra reunião com a categoria.

*Com Agência Brasil

Confira fotos dos protestos dos professores de SP:



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