Manifestação pede investimentos em Colégio de Aplicação da UERJ

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Além da contratação de professores e do pagamento da bolsa-auxílio, grupo pediu melhoria na infraestrutura e acessibilidade

Agência Brasil

Estudantes, pais e servidores do Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAp-Uerj) fizeram neste domingo (17) uma passeata na Praia de Copacabana para cobrar investimentos como a contratação de mais professores e a institucionalização de bolsa-auxílio a alunos cotistas.

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A manifestação começou no Posto 6 e seguiu com cartazes e camisas brancas até o Hotel Copacabana Palace. No ato foram distribuídos panfletos com informações sobre os problemas da escola.

Além da contratação de professores e do pagamento da bolsa-auxílio, os manifestantes pediram a  melhoria na infraestrutura e acessibilidade na escola, além do cumprimento da lei que prevê a oferta de merenda escolar.

"A gente estuda de 7h às 17h20 e não tem nenhum lanche nem merenda. Nada é gratuito. Tudo a gente tem que comprar", criticou o presidente do grêmio estudantil, Matheus Zanon, de 16 anos.

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O aluno do segundo ano disse que a falta de professores deixa parte dos estudantes sem aula: "hoje, muitos alunos vão para a escola simplesmente para não ter aula, para ficarem largados no pátio, porque a gente não tem a quantidade de professores necessária para atender aos alunos".

O diretor da escola, Lincoln Tavares, descreve os problemas do Cap como os mesmos da universidade, só que "potencializados". "Ficamos fora do campus do Maracanã [prédio principal da Uerj] e uma série de questões de infraestrutura acabam não sendo atendidas na velocidade que a gente precisa" afirma.

Ele destacou que o colégio também é área de atuação de estagiários da universidade, que participam de atividades pedagógicas e têm aulas no Cap. Segundo o diretor, ao menos 600 alunos de nível superior e 1,1 mil de níveis fundamental e médio frequentam a escola.

O presidente da Associação de Docentes da Uerj, Bruno Deusdará, estima que o Cap tenha hoje um déficit de 20 professores. No ano passado, a escola tinha 100 professores efetivos e 100 temporários. Após uma decisão judicial foram abertos concursos para 60 vagas, no entanto não foram totalmente preenchidas.

Deusdará afirma que, em vez de 60 deveriam ter sido abertas 90 vagas. "O Cap tem que ser a vitrine, um espaço de excelência e um laboratório de novas práticas para irradiar práticas para a educação basica com toda a rede municipal e estadual. Deveria ser um espaço de repensar muitas das nossas práticas e, sem dúvida, com poucos professores isso fica totalmente comprometido".

Na sexta-feira (15), o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, afirmou que pretende acertar 100% dos pagamentos com as empresas terceirizadas até meados do ano que vem. Pezão disse que grupos têm se aproveitado do momento de crise por causa da proximidade do processo eleitoral no CAp e na Uerj. "Estão se aproveitando desse momento difícil da economia", disse.

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