TJ proíbe que professores de São Paulo em greve tenham dias descontados

Por Agência Brasil |

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Sindicato dos professores vai notificar governo paulista; descumprimento pode render multa diária de R$ 10 mil

Agência Brasil

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta quarta-feira (13) que a Secretaria Estadual da Educação e o governo de São Paulo se abstenham de registrar as faltas dos professores da rede pública e de descontar os dias parados. Em caso de descumprimento caberá multa de R$ 10 mil por dia. Os professores estão em greve desde o dia 13 de março.

Por meio de nota, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) disse que vai notificar o governo estadual “para que cumpra imediatamente a decisão judicial, estornando em folha suplementar os descontos já realizados e para que não proceda novos descontos”. Procurada pela Agência Brasil, a Procuradoria-Geral do Estado informou que ainda não tomou conhecimento sobre a decisão, mas que, assim que isso ocorrer, vai recorrer.

Professores da rede estadual de São Paulo estão em greve desde o último dia 13 de março
Milena Carvalho/iG São Paulo (10.04.15)
Professores da rede estadual de São Paulo estão em greve desde o último dia 13 de março

Leia mais: Professores da rede estadual de São Paulo mantêm greve

Na manhã desta quarta-feira ocorreu uma reunião entre o sindicato e representantes da Secretaria de Educação. Na reunião, a secretaria informou que só vai definir o índice de reajuste salarial dos professores na data-base de 1º de julho. Os professores pedem aumento salarial de 75,33%.

Nesta sexta-feira (15) os professores farão uma nova assembleia no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). 

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