Secretário de Segurança Pública do Paraná pede demissão

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Afastamento acontece oito dias após ato de professores ter terminado com mais de 200 feridos por ação policial

O Secretário de Segurança Pública do Estado do Paraná, Fernando Francischini, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (8). O afastamento acontece após oito dias da manifestação de professores em frente à Assembleia Legislativa de Curitiba ser reprimida com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo e terminar com mais de 200 feridos. 

O Secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini, pediu demissão após ato com mais de 200 feridos
Renato Araújo/Agência Brasil
O Secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini, pediu demissão após ato com mais de 200 feridos

Na carta em que pede a exoneração, o secretário afirma que assume publicamente as "responsabilidades, na atuação policial nas últimas operações, apoiando o trabalho da tropa" e diz ainda que "mesmo com as reações adversas, continuo defendendo uma apuração rigorosa tanto da polícia quanto do Ministério Público para que ao final a verdade prevaleça."

Nesta semana, o secretário de Educação, Fernando Xavier, já havia pedido demissão de seu cargo. No mesmo dia, a mulher de Francischini, Flávia, publicou nas redes sociais um desabafo em que fazia críticas ao grupo político do governador do Estado, Beto Richa.

Nessa quinta, o comandante-geral da PM, coronel Cesar Vinicius Kogut, pediu exoneração do cargo. Em carta à corporação, Kogut afirmou que o secretário de segurança pública sabia da ação e chegou a dar ordens diretamente ao subcomandante da PM. 

Wagner Mesquita de Oliveira, delegado da Polícia Federal assume, interinamente, o comando da Pasta, informou o governo do Estado.

Relembre o protesto

Professores protestam contra violência policial em Curitiba (5.5.20150. Foto: Wilson Dias/Agência BrasilNesta terça-feira (5), professores do Paraná fazem nova manifestação em Curitiba (5.5.2015). Foto: Reprodução/FacebookProfessores do Paraná fazem caminhada em protesto nesta terça-feira (5.5.2015). Foto: Reprodução/Facebook APP SindicatoProfessores protestam contra violência policial em Curitiba (5.5.20150. Foto: Wilson Dias/Agência BrasilProfessores da Bahia publicam foto em luto pela educação após repressão de protesto de professores do Paraná (4.5.2015). Foto: Reprodução/FacebookProfessores de Teresina (PI) publicam foto em luto pela educação após repressão de protesto de professores do Paraná (4.5.2015). Foto: Reprodução/FacebookProfessores de Salto Do Jacuí (RS) publicam foto em luto pela educação após repressão de protesto de professores do Paraná (4.5.2015). Foto: Reprodução/FacebookProfessor fica ferido em confronto com policia. Foto: SMSC/29.04.15Feridos foram levados a hospitais da região, que ficaram lotados. Foto: SMSC/29.04.15Policiais usaram balas de borracha para conter manifestantes. Foto: SMSC/29.04.15Mais de 100 pessoas ficaram feridas. Foto: SMSC/29.04.15Professores do Paraná e PM entram em confronto no centro de Curitiba (29.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoPolícia usou bombas de gás, balas de borracha e jatos de água para dispersar manifestantes. Foto: SMSC/29.04.15PM usou bombas de gás lacrimogênio durante protesto de professores do Paraná (28.4.2015). Foto: Divulgação/APPPM usou bombas de gás lacrimogênio durante protesto de professores do Paraná (28.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoProfessores estaduais e PM entram em confronto no centro de Curitiba (29.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoApós confronto com PM, professores mantiveram acampamento em frente à Assembleia Legislativa (28.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoEm greve, professores do Paraná passam noite em frente à Assembleia Legislativa´(29.4.2015). Foto: Divulgação/APP Sindicato


Os professores reuniram-se no último dia 29, no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, contra projeto de lei que alterou o fundo previdenciário dos servidores públicos estaduais. A principal reivindicação da categoria era a revogação do projeto, que foi aprovado na quarta-feira (29) e sancionado no dia seguinte (30) pelo governador Beto Richa (PSDB).

Durante o ato, a polícia usou balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo contra os professores que se manifestavam. Mais de 200 pessoas ficaram feridas na ação. 

A violência policial usada foi duramente criticada nas redes sociais, por políticos e até mesmo pelo Ministério da Educação, que classificou como inaceitável a ação. 

Protesto: Professores trabalham de preto em repúdio à repressão no Paraná
Opinião: Ministro da Educação diz que violência no Paraná é chocante

No dia 5, os professores paranaenses fizeram assembleia e, por unanimidade, decidiram pela manutenção da greve, iniciada no dia 25. Eles também reinvindicam reajuste de 13,1% retroativo à data-base, realização de concurso público e melhores condições de trabalho. Antes da assembleia, eles realizaram um ato de repúdio à repressão policial, reunindo, segundo os organizadores, 15 mil pessoas. A PM estimou em 10 mil o número de manifestantes.

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