Assembleia foi realizada nesta sexta na Avenida Paulista no dia seguinte à liminar da Justiça que proibiu o corte de ponto

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram em assembleia nesta sexta-feira (8) manter a greve iniciada no dia 13 de março. A assembleia, organizada pela Apeoesp (sindicato de professores), foi realizada no dia seguinte à Justiça proibir o corte de ponto dos profissionais paralisados em uma decisão liminar. 

A categoria pede reajuste de 75% para o salário dos professores, que hoje parte de R$ 2.145 para 40 horas semanais, entre outras pautas. A secretaria de Educação afirma que os professores receberam aumento de 45% nos últimos quatro anos.

Nova reunião entre governo e professores está agendada para o dia 13 de maio. A próxima assembleia foi marcada para o dia 15 de maio. 

Na tarde dessa quinta-feira (9), a secretaria estadual e o sindicato fizeram uma reunião de conciliação sobre reajuste salarial, que terminou sem acordo. 

Segundo o vice-presidente do TJSP, Eros Piceli, com a falta de acordo, o dissídio coletivo de greve segue agora para sorteio de relator. O processo será julgado no Tribunal de Justiça porque o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não julga dissídios de greve envolvendo servidores públicos, caso dos professores.

“Foi uma tentativa de conciliação, como determina a lei. Eu poderia homologá-lo e resolver o processo. Não havendo acordo, distribuímos o processo para um dos 25 desembargadores que compõem o chamado Órgão Especial, que é a cúpula do tribunal”, disse Eros Piceli.

Após a reunião, o secretário de Educação disse a jornalistas que não há qualquer possibilidade de o governo oferecer aumento neste momento. “A secretaria não apresentará qualquer proposta se não tivermos absolutamente claro o comportamento da arrecadação do estado. É público que o país passa por um processo de queda de arrecadação, e qualquer que seja a sinalização de uma política salarial tem que ser feita com muita responsabilidade”, disse.


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