Governador do PR diz sofrer por violência e pede para servidores virarem página

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Beto Richa usou sua página no Facebook para falar sobre a violência de policiais contra professores em 29 de abril; docentes de escolas estaduais estão em greve há duas semanas

Horas depois de o secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini, ter apresentado seu pedido de demissão do cargo, o governador do Estado, Beto Richa, usou sua página no Facebook para fazer seu primeiro desabafo público a respeito da violência da empreendida pela Polícia Militar contra professores NA manifestação ocorrida no último dia 29 de abril, em Curitiba.

Beto Richa, na cerimônia de posse como chefe do Executivo paranaense, em 1º de janeiro
Facebook/Reprodução
Beto Richa, na cerimônia de posse como chefe do Executivo paranaense, em 1º de janeiro

"O silêncio que guardei nos últimos dias serviu para uma reflexão profunda sobre os acontecimentos na Praça Nossa Senhora de Salete. Desde então, adotamos uma série de medidas, que incluem a troca de secretários e mudanças na legislação", escreveu Richa no post, publicado no início da noite desta sexta-feira (8) na rede social. "Tenho consciência que nada apagará da minha alma a tristeza que sinto com este episódio, lamentável sob todos os lados."

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Após a postagem, proliferaram sob o texto de oito parágrafos dezenas de comentários atacando a postura do governador e mesmo o post, que muitos chamaram de "falso", por "não convencer ninguém". Alguns internautas chamaram o governador de "autoritário", acusando-o de apagar mensagens críticas a ele da rede social enquanto, ao mesmo tempo, afirmava no desabafo estar aberto ao diálogo. 

Veja fotos de professores no Paraná:

Professores protestam contra violência policial em Curitiba (5.5.20150. Foto: Wilson Dias/Agência BrasilNesta terça-feira (5), professores do Paraná fazem nova manifestação em Curitiba (5.5.2015). Foto: Reprodução/FacebookProfessores do Paraná fazem caminhada em protesto nesta terça-feira (5.5.2015). Foto: Reprodução/Facebook APP SindicatoProfessores protestam contra violência policial em Curitiba (5.5.20150. Foto: Wilson Dias/Agência BrasilProfessores da Bahia publicam foto em luto pela educação após repressão de protesto de professores do Paraná (4.5.2015). Foto: Reprodução/FacebookProfessores de Teresina (PI) publicam foto em luto pela educação após repressão de protesto de professores do Paraná (4.5.2015). Foto: Reprodução/FacebookProfessores de Salto Do Jacuí (RS) publicam foto em luto pela educação após repressão de protesto de professores do Paraná (4.5.2015). Foto: Reprodução/FacebookProfessor fica ferido em confronto com policia. Foto: SMSC/29.04.15Feridos foram levados a hospitais da região, que ficaram lotados. Foto: SMSC/29.04.15Policiais usaram balas de borracha para conter manifestantes. Foto: SMSC/29.04.15Mais de 100 pessoas ficaram feridas. Foto: SMSC/29.04.15Professores do Paraná e PM entram em confronto no centro de Curitiba (29.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoPolícia usou bombas de gás, balas de borracha e jatos de água para dispersar manifestantes. Foto: SMSC/29.04.15PM usou bombas de gás lacrimogênio durante protesto de professores do Paraná (28.4.2015). Foto: Divulgação/APPPM usou bombas de gás lacrimogênio durante protesto de professores do Paraná (28.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoProfessores estaduais e PM entram em confronto no centro de Curitiba (29.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoApós confronto com PM, professores mantiveram acampamento em frente à Assembleia Legislativa (28.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoEm greve, professores do Paraná passam noite em frente à Assembleia Legislativa´(29.4.2015). Foto: Divulgação/APP Sindicato

Alguns internautas, parte deles se identificando como professores, ainda postaram fotos de pessoas que foram feridas com a truculência da polícia na semana passada, que transformou a região central de Curitiba em palco de guerra. 

No texto, Richa ainda disse que as mudanças na ParanáPrevidência não retiram benefícios de servidores públicos, como acusam os professores. "O que houve foi apenas uma alteração no plano de custeio de aposentados e pensionistas. E o Estado do Paraná continua sendo o responsável maior pelo pagamento desses benefícios", escreveu. 

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"Peço humildemente a compreensão de todos. O Paraná precisa do esforço e do compromisso de cada um de nós para seguir adiante. Vamos virar a página do 'quanto pior, melhor'. Vamos acreditar que as crises podem e devem ser superadas. Com trabalho, determinação e verdade. Toda a estrutura do governo está mobilizada para alcançar os resultados que o Estado precisa e merece."

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