Reunião entre governo do Estado e sindicato de professores no Tribunal de Justiça terminou sem acordo nesta quinta-feira

A Apeoesp (sindicato de professores da rede estadual de São Paulo) conseguiu uma liminar que proíbe o corte de ponto dos professores estaduais em greve enquanto não for julgada a legalidade do movimento. A categoria está em greve há mais de 50 dias, desde o dia 13 de março. 

A decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é desta quinta-feira (7). Na decisão, a juíza Celina Toyoshima considerou prematuro o corte de ponto diante do direito de greve e determinou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da sentença. 

A categoria pede reajuste de 75% para o salário dos professores, que hoje parte de R$ 2.145 para 40 horas semanais, entre outras pautas. A secretaria de Educação afirma que os professores receberam aumento de 45% nos últimos quatro anos.

A liminar saiu no mesmo dia em que a secretaria estadual e o sindicato fizeram uma reunião de conciliação sobre reajuste salarial, que terminou sem acordo, segundo Márcio Barbio, diretor da Apeoesp. 

Corte de ponto

Os professores recebem o salário de maio a partir de amanhã e seus holerites desse mês já apareceram com os cortes referentes às faltas. 

Nessa quarta-feira (6), o governador Geraldo Alckmin defendeu o corte de ponto. "Se dá aula, tem frequência. Se não dá aula, não tem", disse.  Até o momento, a Secretaria de Educação não informou se recorrerá da decisão. 

O sindicato de professores marcou para amanhã uma assembleia da categoria para decidir pela continuidade ou pelo fim da greve. 




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