Violência no Paraná é inaceitável, diz secretário de Direitos Humanos

Por Vitor Sorano - iG São Paulo |

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Pasta da Presidência aguarda denúncia formal dos manisfestantes para agir; medidas não foram detalhadas

O titular da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas (PT), disse que "não é aceitável" o nível de violência usado na repressão da Polícia Militar do Paraná, governado por Beto Richa (PSDB), a uma manifestação de professores que resultou em 200 feridos, na quarta-feira (29) em Curitiba.

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"O que eu vi nas imagens [é] no minimo um uso desmedido da força, uma violência desnecessária que numa sociedade democrática precisa ser debatido isso", disse o ministro nesta quinta-feira (30). "Nós temos que aguardar o que chegou na Ouvidoria [da Secretaria]. Tenho a responsabilidade de falar sobre fatos concretos que chegaram na Ouvidoria, não só em cima de imagens de televisão."

Veja imagens do protesto dos professores no Paraná:

Professor fica ferido em confronto com policia. Foto: SMSC/29.04.15Feridos foram levados a hospitais da região, que ficaram lotados. Foto: SMSC/29.04.15Policiais usaram balas de borracha para conter manifestantes. Foto: SMSC/29.04.15Mais de 100 pessoas ficaram feridas. Foto: SMSC/29.04.15Professores do Paraná e PM entram em confronto no centro de Curitiba (29.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoPolícia usou bombas de gás, balas de borracha e jatos de água para dispersar manifestantes. Foto: SMSC/29.04.15PM usou bombas de gás lacrimogênio durante protesto de professores do Paraná (28.4.2015). Foto: Divulgação/APPPM usou bombas de gás lacrimogênio durante protesto de professores do Paraná (28.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoProfessores estaduais e PM entram em confronto no centro de Curitiba (29.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoApós confronto com PM, professores mantiveram acampamento em frente à Assembleia Legislativa (28.4.2015). Foto: Divulgação/APP SindicatoEm greve, professores do Paraná passam noite em frente à Assembleia Legislativa´(29.4.2015). Foto: Divulgação/APP Sindicato



Durante o protesto, a PM disparou bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha, além de usar cães pit bull e cassetetes para reprimir os manifestantes. O saguão da Prefeitura de Curitiba foi transformado em posto de primeiros socorros para atender os feridos, dos quais 35 tiveram de ser levados a hospitais.

Leia mais sobre o protesto:

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Richa diz que a polícia reagiu a uma tentativa de invasão da Assembleia Legislativa, onde seria votado o projeto de lei alvo dos protestos, e que houve participação de black blocs, além de uso de pedras e coquetéis molotov.

Vargas afirmou que, no dia da manifestação, entrou em contato com o chefe da Casa Civil do Paraná com "a preocupação de que as forças de segurança pública compreendessem o movimento social", e que aguarda, agora, a denúncia formal à Ouvidoria da SDH. Ele não detalhou quais medidas podem ser tomadas contra o governo paranaense.

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