Pasta da Presidência aguarda denúncia formal dos manisfestantes para agir; medidas não foram detalhadas

O titular da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas (PT), disse que "não é aceitável" o nível de violência usado na repressão da Polícia Militar do Paraná, governado por Beto Richa (PSDB), a uma manifestação de professores que resultou em 200 feridos, na quarta-feira (29) em Curitiba.

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"O que eu vi nas imagens [é] no minimo um uso desmedido da força, uma violência desnecessária que numa sociedade democrática precisa ser debatido isso", disse o ministro nesta quinta-feira (30). "Nós temos que aguardar o que chegou na Ouvidoria [da Secretaria]. Tenho a responsabilidade de falar sobre fatos concretos que chegaram na Ouvidoria, não só em cima de imagens de televisão."

Veja imagens do protesto dos professores no Paraná:



Durante o protesto, a PM disparou bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha, além de usar cães pit bull e cassetetes para reprimir os manifestantes. O saguão da Prefeitura de Curitiba foi transformado em posto de primeiros socorros para atender os feridos, dos quais 35 tiveram de ser levados a hospitais.

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Richa diz que a polícia reagiu a uma tentativa de invasão da Assembleia Legislativa, onde seria votado o projeto de lei alvo dos protestos, e que houve participação de black blocs, além de uso de pedras e coquetéis molotov.

Vargas afirmou que, no dia da manifestação, entrou em contato com o chefe da Casa Civil do Paraná com "a preocupação de que as forças de segurança pública compreendessem o movimento social", e que aguarda, agora, a denúncia formal à Ouvidoria da SDH. Ele não detalhou quais medidas podem ser tomadas contra o governo paranaense.

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