Categoria está parada desde o dia 13 de março. Próxima assembleia do sindicato foi marcada para o dia 8 de maio

Os professores da rede pública estadual voltaram a se reunir no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista, na tarde de hoje (30) e decidiram, em nova assembleia, permanecer em greve. A Polícia Militar estimou a presença de mil pessoas no local, por volta das 16h de hoje.

Além da manutenção da greve, os professores também votaram por uma nova assembleia na próxima sexta-feira (8), no vão livre do Masp.  A categoria está em greve desde o dia 13 de março e a principal reivindicação é salarial: eles pedem aumento de 75,33%.

Após a assembleia, os professores fizeram uma passeata da Avenida Paulista à Praça da República. 

Na próxima semana, no dia 7, os professores têm uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça, a partir das 15h, segundo informou Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, presidente do Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). No dia 13, uma reunião foi marcada pelo governo estadual para tentar encerrar a greve.

“Isso aqui é uma luta mesmo pela valorização dos professores. É uma luta pelo salário, pela qualidade da educação. Não tem nada de partidarização”, disse Bebel, negando que se trate de uma greve política, como tem dito o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Na semana passada, os professores foram impedidos pela Polícia Militar de protestar no vão livre do Masp para fazer assembleia e tiveram que ocupar a Avenida Paulista para que o ato fosse realizado. A Polícia Militar alegou que o fechamento do vão livre foi um pedido da diretoria do museu, que reclamou que as manifestações no local estão colocando em risco a estrutura do Masp.

A polícia também informou que outras manifestações no local seriam proibidas futuramente, o que não ocorreu hoje. Procurada pela Agência Brasil na semana passada, a assessoria do museu não confirmou o pedido para impedir a manifestação dos professores.

Hoje, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com um pedido na Justiça para que a Apeoesp seja multada em R$ 100 mil pelo descumprimento de uma liminar que impedia a entidade de fechar uma rodovia no interior de São Paulo. Na manhã de ontem (29), uma manifestação do sindicato obstruiu a rodovia SP-101, no trecho do km 01, próximo a Campinas. Segundo a presidente do sindicato, a Apeoesp ainda não foi notificada da multa, mas irá recorrer.

Outro lado

A Secretaria da Educação do Estado afirmou, em nota, que a Apeoesp representa parte dos professores da rede estadual, que têm seis sindicatos. Em nota, a pasta lamentou a manutenção da greve e afirmou que a paralisação está "nitidamente contaminada por interesses incompatíveis com o momento econômico atual, que conflita com a harmonia que pauta o diálogo entre governo e professores e visa prejudicar o cotidiano de quatro milhões de alunos e de seus pais".

Na nota, a secretaria critica ainda "ações truculentas do sindicato assim como os comerciais de TV, adequadamente vetados pela Justiça, em que a Apeoesp pedia aos pais que não levassem seus filhos à escola."


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