Cerca de 3 mil docentes participam do ato, que seguiu em direção a Secretaria da Educação; nova assembleia da categoria está marcada para o dia 30 de abril no Masp

Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (24), na avenida Paulista, os professores decidiram mais uma vez manter a greve iniciada em 13 de março. A categoria pede aumento de 75% para o salário dos professores, que hoje parte de R$ 2.145 para 40 horas semanais, entre outras pautas. 

Segundo a Polícia Militar, cerca de 3 mil pessoas participaram da manifestação, que seguiu pela avenida Consolação, que teve todas as pistas bloqueadas em direção ao centro da cidade. Por volta das 17h15, os manifestantes chegaram em frente a Secretaria da Educação, na praça da República aos gritos de "Ô, o professor chegou, o professor". Eles encerraram o ato dando-se as mãos e abraçando o prédio.

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Os policiais cercaram o prédio da Secretaria. Ontem, alguns professores foram contidos pelos vigias, segundo a PM, após tentarem invadir o prédio onde representantes da Apeoesp (sindicado dos professores estaduais) e do governo participavam de uma reunião. O encontro demorou cerca de duas horas e terminou sem acordo.  

"Isso é mais uma atitude tirana e truculenta de um governo que ontem ofereceu 0% de reajuste para os professores. Hoje não pudermos fazer a assembleia no vão livre do Masp, que estava cercado pela Tropa de Choque", diz Márcio Barbio, diretor da Apeoesp. 

Esta é a sétima assembleia realizada pela categoria desde o início da greve. Uma próxima assembleia está marcada para a próxima quinta-feira (30), em frente ao Masp. Além disso, professores prometem sair em carreata em diversas cidades (que ainda não foram definidas) na quarta-feira (29). 


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