Cerca de 50 estudantes participaram de protesto em frente à reitoria durante evento contra cortes orçamentários do MEC

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já reduziu seus gastos com serviços terceirizados, como limpeza e segurança, devido à redução dos repasses feitos pelo Ministério da Educação neste ano. 

A reitora Soraya Smaili afirmou na tarde de sexta-feira (10) que a redução no repasse da universidade feito pelo MEC tem comprometido as atividades da instituição. De acordo com ela, a universidade sofre com verbas reduzidas desde o fim do ano passado. 

Alunos da Unifesp protestam em frente à reitoria durante Fórum em Defesa da Educação Superior Pública (10/04/2015)
Cristiane Capuchinho/iG
Alunos da Unifesp protestam em frente à reitoria durante Fórum em Defesa da Educação Superior Pública (10/04/2015)

As universidades federais reclamam que não receberam todo o orçamento liberado em 2014 e nos meses de janeiro e fevereiro deste ano tiveram um bloqueio de 30% no valor do repasse. Por conta disso, instituições de todo o País reduziram o número de bolsas de assistência estudantil, de contratos terceirizados e deixaram de comprar produtos necessários para manutenção das aulas.

Entenda: MEC bloqueia um terço da verba das federais; universidades atrasam bolsas

À época, o Ministério da Educação afirmou que a restrição se devia à não aprovação da Lei Orçamentária no Congresso. Aprovado no Congresso, o orçamento ainda espera sanção presidencial para determinar se haverá ou não corte no montante recebido pelas universidades federais. 

Por conta disso, universidades federais, entidades educacionais e sindicatos lançaram um manifesto contra os cortes no orçamento e por mais verbas para a educação pública  durante o primeiro Fórum em Defesa da Educação Superior Pública. 

Alunos de Guarulhos estão em greve desde março

O evento foi interrompido por um protesto de estudantes que pediam melhorias nos campi de Osasco, Guarulhos, Diadema, São José dos Campos e São Paulo. 

Em Guarulhos, os estudantes estão em greve desde 25 de março por conta da interrupção da linha de ônibus que levava até o campus. Os alunos reclamaram ainda da falta de segurança no campus e da falta de assistência estudantil. 

Na audiência pública, alunos de Diadema, onde há cursos como química industrial e engenharia química, contaram que as aulas laboratoriais estão suspensas por falta de reagente e reclamaram da falta de água constante nos banheiros. 

Em Osasco, os alunos reclamaram da ausência de transporte para o campus e da falta de professores. 

Soraya Smaili afirmou que estão sendo feitas reuniões com a EMTU para garantir uma linha de ônibus que atenda ao campus de Guarulhos. E lamentou a falta de verbas para atender satisfatoriamente a necessidade dos estudantes. Segundo ela, as universidades que tiveram grande expansão precisam de apoio financeiro do MEC para consolidar os cursos com qualidade.

Veja as melhores universidades do País segundo o MEC


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.