Professores bloqueiam parte da Rodovia Anchieta em São Bernardo do Campo

Por Agência Brasil |

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Ato começou na Avenida Faria Lima e reúne 400 pessoas, de acordo com Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de SP

Agência Brasil

Professores paulistas, em greve há 27 dias, bloqueiam neste momento a Rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo. Eles querem que o governador Geraldo Alckmin negocie as reivindicações da categoria. O ato, que teve início na Praça Brasil, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, reúne 400 pessoas, de acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). Por volta das 16h30, os professoram se deslocaram para a rodovia, bloqueando toda a pista no sentido capital. A Polícia Militar (PM) que o ato reúne cerca de 100 manifestantes.

Além da Anchieta, a Apeoesp bloqueia outras rodovias do estado. A ação foi aprovada em assembleia há uma semana. “Trata-se não só da intensificação [das mobilizações], mas para que o governo reconheça o nosso movimento. Mesmo colocando 60 mil pessoas na rua, eles dizem que não tem greve”, disse Vera Lucia Zirnberger, diretora da Apeoesp. Ela aponta que a categoria ainda não foi chamada a negociar. “Não existe nenhum posicionamento do governo. Diante disso, temos que tomar atitudes mais radicais para ver se eles reconhecem esta greve”.

Entre outras reivindicações, os professores pedem, por exemplo, aumento de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias de nível superior no estado e que o bônus concedido com base no rendimento dos profissionais seja convertido em reajuste salarial. “Além da valorização profissional, nós queremos a qualidade do ensino público, por isso tem também a questão da parte estrutural e de serviços da educação”, destacou Vera Lucia. Os professores também cobram a reabertura de salas fechadas e que haja um máximo de 25 alunos por turma.

Valderez Coimbra, de 55 anos, é professora em uma escola de Ribeirão Pires e diz que aderiu à greve pelas condições ruins de trabalho. “Falta estrutura. Por exemplo, as salas multimídias não são bem equipadas. Não é só na minha escola, é geral”. Ela reclamou também da desvalorização dos professores. “Se nós não tomarmos atitudes agora, é praticamente decretar o fim da carreira. Nosso salário está defasado. É fundamental essa mobilização para mostrar para a população que não é uma luta só nossa, mas da sociedade toda”.

A Agência Brasil procurou a Secretaria Estadual de Educação, mas não houve retorno até a publicação da reportagem.

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