Docentes das escolas estaduais estão parados desde 13 de março e pedem reajuste de 75,33%. Secretaria afirma que categoria teve aumento de 45% nos últimos quatro anos

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram na tarde desta quinta-feira (2) continuar a greve, que começou no dia 13 de março. A votação foi feita em assembleia realizada no vão do Masp, na avenida Paulista.

A próxima assembleia foi marcada para sexta-feira (10) às 14h em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo. 

A Apeoesp, que representa os docentes, estima que 78% dos professores da rede estejam paralisados. De acordo com a Secretaria de Educação, a média de faltas dos professores nas escolas estaduais durante a semana passada ficou em 8%. As faltas, segundo a secretaria, têm sido supridas pelo grupo de 35 mil professores substitutos.

Os professores reivindicam, principalmente, aumento salarial de 75,33%. Além da redução do número de alunos dentro da sala de aula. 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirma que "não pode pactuar com o movimento de um dos sindicatos da categoria que tem incitado os pais a não levarem seus filhos às unidades escolares para inflar a paralisação e usado, em alguns casos, até mesmo de violência".

Em nota, a pasta disse ainda que "dados oficiais, baseados no cadastro funcional e não em estimativas aleatórias, apontam que o índice de comparecimento permanece em 92%, o que mostra que a ampla maioria dos docentes está comprometida com as atividades escolares e pedagógicas.

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