Professores da rede estadual de SP mantêm greve; próxima assembleia no dia 10

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Docentes das escolas estaduais estão parados desde 13 de março e pedem reajuste de 75,33%. Secretaria afirma que categoria teve aumento de 45% nos últimos quatro anos

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram na tarde desta quinta-feira (2) continuar a greve, que começou no dia 13 de março. A votação foi feita em assembleia realizada no vão do Masp, na avenida Paulista.

A próxima assembleia foi marcada para sexta-feira (10) às 14h em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo. 

A Apeoesp, que representa os docentes, estima que 78% dos professores da rede estejam paralisados. De acordo com a Secretaria de Educação, a média de faltas dos professores nas escolas estaduais durante a semana passada ficou em 8%. As faltas, segundo a secretaria, têm sido supridas pelo grupo de 35 mil professores substitutos.

Frase escrita por professores, nesta sexta-feira, 27 de março, reforçando continuidade da greve. Foto: Milena Carvalho/iG São PauloFrase escrita com giz de cera pede fim de prática do governo estadual, neste dia 27 de março, na Avenida Paulista. Foto: Milena Carvalho/iG São PauloA professora Mariellen Colares, que ensina português em Suzano: temos de pressionar governo. Foto: Milena Carvalho/iG São Paulo26.03.2015 - Professores e alunos da rede estadual de São Paulo, em greve desde o dia 13, pedem que governo do Estado negocie reajuste salarial. Foto: Reprodução/Apeoesp Guarulhos26.03.2015 - Professores e alunos da rede estadual de São Paulo, em greve desde o dia 13, pedem que governo do Estado negocie reajuste salarial. Foto: Reprodução/Apeoesp Guarulhos26.03.2015 - Professores da rede municipal e estadual fazem protesto em Manaus por aumento salarial e mudança na carreira docente. Foto: Reprodução/Facebook Juntos26.03.2015 - Estudantes do ensino médio protestam em frente ao Colégio Protássio Alves, em Porto Alegre (RS). Foto: Reprodução/Twitter Decadermatori26.03.2015 - Grupo de estudantes realizam protesto em frente ao Ministério da Educação, em Brasília. Foto: CHARLES SHOLL/FUTURA PRESS26.03.2015 - Estudantes da Universidade Federal do Pará fazem protesto pela manutenção de verba para educação. Foto: Reprodução/Facebook Juntos

Os professores reivindicam, principalmente, aumento salarial de 75,33%. Além da redução do número de alunos dentro da sala de aula. 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirma que "não pode pactuar com o movimento de um dos sindicatos da categoria que tem incitado os pais a não levarem seus filhos às unidades escolares para inflar a paralisação e usado, em alguns casos, até mesmo de violência".

Em nota, a pasta disse ainda que "dados oficiais, baseados no cadastro funcional e não em estimativas aleatórias, apontam que o índice de comparecimento permanece em 92%, o que mostra que a ampla maioria dos docentes está comprometida com as atividades escolares e pedagógicas.

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