Docentes estão em greve desde o dia 13 de março. Próxima assembleia foi marcada para quinta-feira (2) na Paulista

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram na tarde desta sexta-feira (27) continuar a greve, que começou no dia 13 de março. A votação foi feita em assembleia realizada no vão do Masp, na avenida Paulista.

A próxima assembleia foi marcada para quinta-feira (2) às 14h no vão do Masp. 

A Apeoesp, que representa os docentes, estima que 75% dos professores da rede estejam paralisados. De acordo com a Secretaria de Educação, a média de faltas dos professores nas escolas estaduais durante a semana ficou em 8%. As faltas, segundo a secretaria, têm sido supridas pelo grupo de 35 mil professores substitutos. 

Professores da rede estadual de São Paulo em greve, realizam assembleia no MASP, localizado na Avenida Paulista (27.03.2015)
PETER LEONE/FUTURA PRESS
Professores da rede estadual de São Paulo em greve, realizam assembleia no MASP, localizado na Avenida Paulista (27.03.2015)

Na capital paulista, desde quinta-feira (26) os professores filiados ao Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) estão em uma tenda em frente à sede da Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, onde pretendem permanecer até que a secretaria os atenda.

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Os professores reivindicam, principalmente, aumento salarial de 75,33%. “Estamos dizendo que é possível fazer um plano de composição desse valor. É só fazer e querer. Há também a questão referente a desdobrar as salas, que estão superlotadas, e acabar com essa vergonhosa contratação dos professores da categoria O [professores temporários com contrato de um ano, renovável por mais um ano e carga horária máxima de 32 horas/aula semanais]. E também estabelecer um número máximo de alunos por sala de aula. O ideal seria 25 alunos por professor”, disse.

Na próxima sexta-feira (27), os professores farão uma nova assembleia no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a partir das 14h.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou em nota que "a decisão do sindicato é extemporânea e ofensiva aos pais e alunos paulistas, uma vez que a categoria recebeu o último aumento salarial há sete meses, em agosto de 2014, o que consolidou um reajuste de 45%. É injustificável, portanto, uma paralisação sem qualquer tentativa prévia de negociação com a pasta. O diálogo sempre foi a base da gestão e consolidou uma política salarial com ganhos reais, além de estabelecer um plano de carreira que permite uma evolução funcional histórica".

A presidente do sindicato, no entanto, contesta o valor citado pela secretaria. “O governo não repôs perdas e nem deu ganho real. O governo fez um plano de quatro anos, disse que era 45% [reajuste] e, na prática, não é porque nós já recebíamos gratificações. Portanto, elas [gratificações] foram incorporadas no salário-base e nós tivemos 27% em quatro anos”, disse. 

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