Cometemos erro com o Fies e voltamos atrás, admite Dilma

Por Agência Brasil |

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Presidente disse que governo errou ao deixar que setor privado controlasse matrículas do Fundo de Financiamento Estudantil

Agência Brasil

Ao comentar as manifestações deste (15) contra o governo, a presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (16) que o governo errou ao deixar que o setor privado controlasse as matrículas feitas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Presidente Dilma Rousseff (16.03.15)
Fotos Públicas
Presidente Dilma Rousseff (16.03.15)

Em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, Dilma disse que “em qualquer atividade humana se comete erros”, e ressalvou a possibilidade que “o governo possa ter até cometido algum erro” com relação à crise econômica, mas pediu que sejam apontados os momentos em que ela não foi humilde para que possa avaliar se se tem razão.

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Logo depois, ela se lembrou de um erro cometido pelo governo. “Quem controlava as matrículas era o setor privado. Esse é um erro que cometemos, detectamos, voltamos atrás e estamos ajustando o programa. Antes, as matrículas eram feitas diretamente com as instituições, agora elas vão ter de passar pelo governo”, acrescentou.

A presidenta garantiu, no entanto, que esse erro não é culpa do setor privado, já que esse controle é feito em outras áreas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Desde que foram publicadas, no final do ano passado, alterações nas regras do Fies, o fundo tem sido alvo de embate entre governo e instituições privadas. Restrições de qualidade e de valores foram impostas à oferta de financiamento. Estudantes não estão conseguindo renovar contratos com instituições que tiveram reajustes nas mensalidades acima de 6,4% e estão enfrentando um sistema congestionado para novos financiamentos.

Sobre a exigência de nota mínima, de 450 pontos em média, nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a presidenta defendeu a medida, e disse ser inaceitável alguém que tirou "zero em português", ter acesso ao financiamento. Para ela, "esse que teve zero compromete o Brasil".

Dilma também negou que haja problemas com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e reafirmou o compromisso de oferta total de 12 milhões devagas.

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