Assembleia aconteceu na tarde desta sexta-feira (13) na Paulista. Avenida reúne protestos de centrais sindicais

Os professores da rede estadual de São Paulo aprovaram greve da categoria a partir da próxima segunda-feira (16). A decisão foi tomada em assembleia feita pela Apeoesp (sindicato da categoria) na tarde desta sexta-feira (13) na avenida Paulista. 

Entre as revindicações dos professores estão o aumento de 75,33% nos salários, aplicação da jornada do piso, reabertura de salas fechadas, aumento de vale-alimentação e vale transporte, entre outras. 

Segundo Maria Izabel Noronha, a Bebel, presidente da Apeoesp, na próxima semana, os professores estarão nas escolas para explicar para pais e alunos as razões da greve. Segundo ela, o governador acenou que receberia representantes da categoria ainda neste mês. 

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Durante a votação, Bebel chegou a ser vaiada por um grupo que gritava: "Fora, Bebel". Mais tímido, outro grupo apoiava a presidente. Ela minimizou as críticas: "A maioria está comigo. Não acho que alguém pensar diferente de mim seja ataque. Nesse ponto eu sou preparada para quem aceita ou para quem não aceita. O importante é que a maioria da categoria está comigo", afirmou. 

A assembleia foi marcada no mesmo dia em que diversas centrais sindicais protestam na avenida a favor da Petrobras e contra a corrupção em manifestações pró-Dilma. Em diversos momentos, Bebel afirmou que os dois eventos eram distintos, apesar da insistência de alguns diretores sindicais falarem em favor da presidente durante o ato da categoria. 

"A campanha salarial foi o norte dessa assembleia e sobre o que foi deliberado. Eu não deliberei sobre falas políticas, deliberei sobre as condições do professor e se eles iam entrar em greve ou não. O resto foi falação". 

Os professores se uniram aos trabalhadores que se manifestavam em favor da presidente Dilma e, juntos, os dois grupos seguiram em direção a sede da Secretaria Estadual da Educação, na praça da República, onde o ato terminou, por volta das 19h. 

Outro lado

Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que "orienta que todos os estudantes da rede estadual compareçam normalmente às escolas na segunda-feira". 

A pasta informou ainda que os professores reunidos nesta sexta-feira não representam "os mais de 230 mil da rede, que devem comparecer às aulas, de maneira costumeira".

Ainda segundo a secretaria, foi estabelecido um plano de carreira que prevê aumento acumulativo de 45% em quatro anos e os professores paulistas têm um piso salarial 26% maior que o nacional.  Além disso, a secretaria informou que não houve demissões entre os professores da rede e que foram convocados 38 mil professores concursados no ano passado. 


Veja imagens dos protestos que acontecem nesta sexta



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