Após reunião com governo, professores do PR decidem continuar em greve

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Professores estaduais completam 12 dias de greve nesta sexta (20). Rede paranaense tem cerca de 1 milhão de estudantes

Agência Brasil

Depois de reunião com o chefe da Casa Civil do Paraná, secretário Eduardo Sciarra, quinta-feira (19) à tarde, os professores das redes estadual e municipal de ensino básico decidiram continuar a greve, que teve início no dia 9 de fevereiro, data em que estava programada a volta às aulas de quase 1 milhão de estudantes. Mesmo assim, a categoria avalia que houve vitórias com a negociação desta quinta-feira.

Segundo o Sindicato dos Professores das Redes Públicas Estadual e Municipais do Paraná (APP – Sindicato), 65 mil professores e 27 mil funcionários da educação pararam. Dezenas de educadores estão acampados no Centro Cívico de Curitiba, onde ficam a sede do governo do estado e a Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o APP-Sindicato, mesmo se a categoria resolvesse suspender a greve, não teria infraestrutura básica para o trabalho e mão de obra suficiente.

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Professores do Paraná em greve
Divulgação
Professores do Paraná em greve

Na reunião, o governo assegurou à categoria que “não enviará nenhum projeto que suprima direitos dos trabalhadores” para a Assembleia Legislativa do estado. A promessa diz respeito a propostas de redução de gastos do governo estadual enviadas ao Legislativo, que incluíam a mudança da previdência dos servidores públicos, a redução do anuênio e mudanças no plano de carreira dos professores.

Segundo o APP – Sindicato, a questão do fundo previdenciário também foi abordada no encontro. O sindicato disse que o governo assumiu o compromisso de não enviar projetos que tratem da previdência sem antes discutir com o Fórum das Entidades Sindicais.

O pagamento de atrasados e salários, inclusive de terceirizados que foram dispensados, foi outro ponto discutido na reunião. O governo informou que no dia 24 de fevereiro pagará R$ 82 milhões referentes a essa dívida, mas manteve a proposta relacionada ao adicional de férias. Pela proposta, quem tirou férias nos meses de novembro e dezembro receberá no fim de fevereiro e os que tiraram férias este ano receberão em duas vezes: metade em março e a outra em abril. Segundo os grevistas, o governo deve R$ 340 milhões aos educadores.

No sábado (21), haverá uma reunião do conselho do sindicato para avaliar as propostas e decidir quando será a próxima assembleia dos professores.

O Estado diz que nos últimos quatro anos contratou 21 mil profissionais e que a carreira de professores da rede pública estadual do Paraná teve aumento salarial de 60%  e ampliação de 75% na hora-atividade no mesmo período.

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