Alunos devem fazer autoanálise sobre suas áreas de interesse acadêmico e profissional e procurar escolas com mesmo perfil

Estudar no exterior é uma das mais relevantes e importantes decisões que uma pessoa de dezoito ou dezenove anos (e sua família) pode fazer. E a maneira pela qual muitos abordam esta decisão é muito surpreendente.

Muitas vezes os estudantes e seus pais decidem em qual faculdade se inscrever baseados quase totalmente em emoções e intuições. Em vez disso, os estudantes deveriam buscar fatos e dados sólidos. Esta é uma das razões para que apenas 50% dos estudantes nos EUA se formem na faculdade em seis anos (e não em quatro), e ajuda a explicar o porquê de os estudantes se formarem com dívidas de US$ 30 mil, em média.

O débito estudantil nos EUA supera US$ 1 trilhão e atualmente é maior que o de dívidas de cartão de crédito e financiamento de carros. Assim, equívocos na escolha de escolas ou cursos custam muito caro!

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Antes de se inscrever, os estudantes devem fazer uma autoanálise e tentar entender suas qualidades e defeitos, sua maturidade e suas áreas de interesse acadêmico e profissional. Além disso, eles devem buscar conselhos de pessoas em quem confiam e que os conhecem bem, inclusive parentes, amigos, conselheiros de escola, professores e até ex-alunos de faculdades norte-americanas. Consiga o máximo de informação que você conseguir.

Por meio deste exercício de autoconhecimento, os candidatos podem elencar um critério relevante para si em termos de faculdade, inscrevendo-se apenas para escolas que se encaixem perfeitamente. Isto minimiza as chances de se formarem em mais de quatro anos, ou graduarem-se com baixa média de pontuação de notas acadêmicas, o que dificulta a obtenção de bons empregos após a graduação.

Os estudantes também precisam ler o máximo possível a respeito de cada escola, tirando vantagem dos sites oficiais informativos de cada universidade e dos livros. Alguns dos fatores que devem ser levados em conta de forma cuidadosa são o perfil das aulas, avaliação das graduações, colocação no mercado, principais departamentos acadêmicos e áreas de concentração, professores reconhecidos, experiência de moradia, reputação no mercado, número de estudantes estrangeiros e custo total de financiamento.

Listas não refletem verdadeiro valor da faculdade

As escolas são muito diferentes entre si. E os estudantes são geralmente inclinados a apenas olhar os rankings. Isto é um grande erro.  Listas, assim como os News Schools Rankings, são uma generalização, baseadas em critérios selecionados, e mais do que isso, nem sempre refletem de forma precisa o verdadeiro valor da escola em questão para um estudante. 

Parchment, por exemplo, uma empresa dos EUA que processa transcrições de estudantes norte-americanos do Ensino Médio que se inscrevem para as faculdades, comparou os dados de 28 mil estudantes que foram admitidos para mais de uma instituição. Suas descobertas foram realmente interessantes. Faculdades que oferecem uma experiência cultural ou educacional única tiveram uma surpreendente vantagem sobre as escolas tradicionais e mais seletivas

Aqui está o link para uma matéria do The New York Times que descreve o fenômeno . A reportagem até mesmo entrevista um estudante que escolheu frequentar a Harvey Mudd (escola de artes liberal que está no Top 10) em detrimento de Harvard e Northeastern.

Alex Aberg Cobo
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Alex Aberg Cobo

Alex Aberg Cobo é diretor da Universidade Minerva para a América Latina, é formado em Direito, fez MBA em Harvard e trabalhou no Morgan Stanley, Deutsche Bank, e em gestoras de fundos

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