Acesso a universidade no País cresceu, mas o índice é baixo, diz Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico

A proporção de brasileiros entre 25 e 34 anos que concluiu o ensino superior quase dobrou entre 2004 e 2013, passando de 8,1% para 15,2% (1 a cada 7 brasileiros). 

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Apesar da melhora ao acesso a universidades, o índice ainda é o mais baixo dos países participantes da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (17) pelo IBGE.

No mesmo período, os estudantes mais ricos deixaram de ser maioria em universidades públicas e privadas e também aumentou o número de jovens da população mais pobre que tem acesso ao ensino superior. Em 2013, os 20% mais ricos representavam 38,8% dos universitários em instituições públicas e 43% em privadas.

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Além disso, aumentou também o número de alunos nos bancos do ensino superior na idade adequada (entre 18 e 24 anos). Em 2013, 55% dos jovens nessa idade estavam nessa etapa do ensino, frente a 32,9% de 2004.

No entanto, essa melhora na adequação entre idade e escolaridade é desigual entre brancos, pretos e pardos. Enquanto do total de estudantes brancos de 18 a 24 anos, 69,4% frequentavam o ensino superior, apenas 40,7% dos pretos ou pardos cursavam o mesmo nível.

Escolaridade aumenta com desigualdade

Entre 2004 e 2013, aumentou também a escolaridade média do brasileiro com mais de 25 anos, que passou de 6,4 para 7,7 anos de frequência à escola. No entanto, essa média é insuficiente para que completar o ensino fundamental, que dura 9 anos.

Os mais pobres continuam sendo a população com menor escolaridade. Os 20% da população com menor rendimento passa, em média, apenas 5,4 anos na escola. Em 2004, esse número era de 3,7 anos.

Atraso escolar atinge 44,8% dos adolescentes 

Em 2013, 84,7% dos jovens de 15 a 17 anos estavam matriculados na escola. O problema é que 44,8% deles não estavam no ensino médio, o que significa que estavam em atraso escolar. A taxa é melhor que em 2004 (55,8%), mas ainda representa um desafio para a educação do país.

O problema atinge também o ensino fundamental, principalmente na população mais pobre. Entre ela, 54% apresentavam atraso escolar, esse índice é 3,3 vezes maior do que entre os 20% mais ricos.

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