Interesses e habilidades devem guiar escolha de carreira para curso superior

Por Agência Brasil - Yara Aquino | - Atualizada às

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Identificar personalidade, interesses e limitações são dicas de especialistas para ajudar vestibulando a escolher profissão

Agência Brasil

No final do ensino médio, os jovens têm de fazer uma escolha que nem sempre é fácil: decidir a carreira que pretendem seguir na faculdade e, provavelmente, pela vida. Identificar suas próprias habilidades, limitações, participar de feiras de profissões e conversar com profissionais que estão no mercado de trabalho, são algumdas das dicas de especialistas neste momento delicado. Para eles, ouvir a opinião dos pais também pode ser importante nessa etapa.

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“A escolha da profissão envolve vários aspectos: é importante trabalhar o autoconhecimento, identificar o tipo de perfil de personalidade, habilidades, aptidões, preferências, interesses e até mesmo limitações", diz a psicóloga Gilvanise Guliczou. Especializada em psicoterapia e orientação vocacional, Gilvanise alerta que o estudante tem de levar em conta aquilo de que não gosta, porque isso poderá interferir no exercício da profissão.

Gilvanise recomenda que o estudante analise o tipo de ambiente de trabalho de cada atividade, avalie se prefere atuar sozinho ou com muitas pessoas, se prefere trabalhar com máquinas, animais ou plantas. “É preciso pensar em tudo o que prende sua atenção, Até mesmo um hobbypode se transformar em profissão, desde que bem conduzido”, acrescentou a psicólogia.

O coach (treinador) Márcio Micheli aconselha jovens e adultos a conhecer a atividade profissional da área de seu interesse, conhecer pessoas que trabalham nela. “Busque conhecer o que esse profissional faz, onde ele pode atuar, quem são as pessoas beneficiadas pelo trabalho dele, em que área a atividade o que ele faz vai impactar.”

Veja na galeria as carreiras mais concorridas da USP

Fuvest 2015: Medicina é o curso mais concorrido com 55 candidatos por vaga; em 2° lugar aparece medicina em Ribeirão Preto, com 50,51 alunos por vaga. Foto: Priscilla BorgesFuvest 2015: Psicologia tem 40,69 candidatos por vaga. Foto: João Caldas/DivulgaçãoFuvest 2015: Engenharia civil em São Carlos tem 40 candidatos por vaga. Foto: ReutersFuvest 2015: Artes cênicas bacharelado tem 37,47 candidatos por vaga. Foto: Divulgação/Leo AversaFuvest 2015: Curso superior de audiovisual tem 37,46 candidatos por vaga. Foto: DivulgaçãoFuvest 2015: Jornalismo na USP tem 36,75 candidatos por vaga. Foto: Globo/ João CottaFuvest 2015: Publicidade e propaganda tem 35,84 candidatos por vaga. Foto: BBC BrasilFuvest 2015: Relações Internacionais tem 33,57 candidatos por vaga. Foto: APFuvest 2015: Arquitetura em São Carlos tem 27,89 candidatos por vaga; em São Paulo, a concorrência é de 25,54 por vaga. Foto: Centro Niemeyer/DivulgaçãoFuvest 2015: Direito tem 18,27 candidatos por vaga. Foto: Getty Images

Escolha não precisa ser para sempre

Para Micheli, os estudantes precisam ficar atentos aos critérios usados no momento da escolha. Ele lembra que muitas pessoas optam por uma profissão levando em consideração o interesse econômico, e não a aptidão. “É comum ver filho de médico querendo fazer medicina porque viu as recompensas que os pais obtiveram, achou interessante, e então desistiu de descobrir sua aptidão e foi fazer o que era interessante."

Por isso, descobrir a vocação pela aptidão é muito difícil, porque quando a pessoa chega à idade de fazer a escolha, o que é interessante já é muito forte, acrescentou Micheli. "E o que é interessante é ganhar dinheiro. Aptidão é fazer o que você gosta.”

Uma vez escolhida a profissão, o doutor em educação Silvio Bock, que defendeu tese em orientação vocacional, destaca que o estudante não deve pensar que esta é uma escolha definitiva e sem possibilidade de mudança. “Pensar a profissão [como se fosse] para o resto da vida é pensar que não há história, que a economia será sempre a mesma, que o jeito de ser será sempre o mesmo.”

Bock lembra que as pessoas mudam muito em função da realidade, da vivência. "O estudante não está definindo o resto da sua vida, está definindo o ponto de partida do resto da sua vida”, ressalta o educador.

Consultar a família é importante

A participação e orientação da família também é defendida pelos especialistas. De acordo com Silvio Bock, os pais precisam encontrar um meio de orientar sem pressionar. “Os pais têm todo direito de colocar suas posições e, se possível, fazer isso de forma dialogada. Se têm quanto à escolha profissional do filho, devem expor sua opinião, não esperando que ele obedeça cegamente, mas que tenha mais elementos para refletir e até refutar a posição do pai.”

A opinião é compartilhada pela psicóloga Gilvanise Gulicz. Para ela, é importante os pais encontrarem o meio termo para ajudar o filho, sem impor uma profissão a ele e sem abandoná-lo para que escolha sozinho.

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