Computador está fora da sala de aula na maioria das escolas públicas

Por Agência Brasil - Daniel Mello |

compartilhe

Tamanho do texto

Pesquisa feita em escolas urbanas mostra que em apenas 6% delas os computadores estão instalados nas salas de aula

Agência Brasil

A maioria das escolas públicas do país (99%) tem computador e acesso à internet (95%), mas a tecnologia ainda não está na sala de aula. Os dados são da pesquisa TIC Educação lançada na noite de hoje (10) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

Segundo a pesquisa, feita em 1.125 escolas em áreas urbanas e que ouviu estudantes, professores e diretores, em apenas 6% dos estabelecimentos os computadores estão instalados nas salas de aula e 85% nos laboratórios de informática. “O que é um negócio ainda meio esquisito, que é separado da biblioteca. Então, você passa a ideia que livro é uma coisa e computador é outra. Tudo fora de lugar”, disse o assessor da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco), Guilherme Canela.

Em 30% das escolas o uso do computador acontece prioritariamente na sala de aula, mas por esforço dos educadores. “Porque ou professor ou a professora gentilmente leva o seu equipamento para a sala de aula”, ressaltou. Diante desse fato, o assessor da Unesco indagou como é possível construir uma escola da chamada educação do século 21 se “o computador está em uma outra sala, trancada com 53 cadeados?”

Para o coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Mário Volpi, ainda faltam estratégias para uso dos avanços tecnológicos no ensino. Segundo ele, a maioria dos estados gastou tempo e dinheiro do poder público para aprovar no Legislativo uma lei que proíbe o celular na sala de aula, quando deveria gastar o tempo “para pensar como potencializar os processos pedagógicos com o uso do celular”. Volpi ressaltou que diversas organizações não governamentais têm projetos para uso do aparelho como ferramental educacional.

“Nós precisamos investir o tempo da repressão a essas tecnologias para otimizá-las, usá-las como recurso pedagógico”, acrescentou ao falar durante o seminário em que foi divulgado o levantamento.

Apesar da disseminação dos computadores e acesso à rede, a velocidade das conexões ainda aparece como um problema. De acordo com a pesquisa, 57% das escolas têm conexões até 2megabits por segundo, velocidade mínima prevista pelo Programa Banda Larga nas Escolas. Essa velocidade só é superada em 19% dos estabelecimentos de ensino. Em 17% dos casos, a velocidade é inferior a 1 megabit por segundo.

Há ainda a disparidade regional. O acesso à internet é universal (100%) nas escolas do Sul e do Sudeste, mas atinge 86% dos estabelecimentos do Norte e Nordeste. Em relação à velocidade, o Nordeste e o Centro-Oeste concentram as conexões mais lentas, com 51% e 61% respectivamente das redes funcionando abaixo de 2 megabits por segundo.

CDI é uma ONG com sede no Brasil. O objetivo do projeto é transformar vidas e fortalecer comunidades de baixa renda com o uso das tecnologias da informação. Foto: ReproduçãoCatraca Livre é um projeto jornalístico que tem com foco especial em cultura. Foto: ReproduçãoFora do Eixo gerou polêmica nesta ano no Brasil. É uma rede de coletivos articuladores, gestores e produtores de uma série de tecnologias e plataformas sócio culturais no Brasil. Foto: ReproduçãoKhan Academy é uma organização educacional sem fins lucrativos, que oferece educação, por meio de vídeo-aulas e plataforma de exercícios online. Foto: ReproduçãoAvaaz é uma famosa rede de ativistas para mobilização social global através da internet. Foto: ReproduçãoWikiLeaks é uma organização que publica, em sua página, postagens, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas. Foto: ReproduçãoScratch é um programa desenvolvido no MIT, onde jovens programam as próprias histórias interativas, jogos e animações . Foto: ReproduçãoBridge21 é um programa de educação que oferece um novo modelo de aprendizagem, que pode ser adaptado para uso em escolas secundárias. Foto: ReproduçãoO Crowdring promete revolucionar a maneira como as pessoas se mobilizam. A ideia é usar o telefone como uma plataforma para emitir uma opinião. Foto: ReproduçãoCoursera é uma empresa de educação que tem parceria com as melhores universidades e organizações de todo o mundo para oferecer cursos on-line de forma gratuita. Foto: Reprodução



compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas