Enem: cansados, candidatos reclamam de organização e comentam prova de sábado

Por Bárbara Libório - iG São Paulo | - Atualizada às

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Estudantes reclamam das longas distâncias até o local de prova e consideram exame cansativo, com textos longos demais

O mineiro Alexandre Barbosa, que contou no último sábado (8) ao iG que tinha chegado às 9h para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), chegou hoje às 8h45.

"Fiquei assustado com as pessoas que chegaram atrasadas ontem, minutos depois do portão fechar, e perderam a prova", conta.

Alexandre conta que, na prova de sábado, as questões mais difíceis eram as de física e química. "Em física, o Enem esta cobrando questões de grandes vestibulares de São Paulo", diz.

Em história, ele destacou as questões sobre a intervenção militar no Brasil, em 1954. "Já esperava que caísse o assunto por causa do aniversário de 50 anos. O Enem gosta de datas redondas", afirma.

Lilian, Adna e Karina saíram às 9h de casa para conseguir chegar às 11h no local de prova (9/11). Foto: Barbara Liborio/iGBeatriz Ribeiro achou a prova de física a mais complicada (9/11). Foto: Barbara Liborio/iGMovimentação em frente ao prédio da Uninove, na Barra Funda, para o 2º dia do Enem. Foto: Barbara Liborio/iGMovimentação em frente ao prédio da Uninove, na Barra Funda, para 2º dia do Enem (9/11). Foto: Barbara Liborio/iGFernanda Sazuki com a mãe, Regiane Nascimento; jovem tem autismo moderado e faz Enem para pleitear certificado do ensino médio (9/11). Foto: Barbara Liborio/iG8.nov.2014 - Fernando Henrique, 20, deixa local de prova na Barra Funda (em São Paulo) no primeiro dia de exame. Foto: Barbara Liborio/iG8.nov.2014 - Raimunda de Souza, 40, chegou antes do meio dia com a filha Luana, 19 . Foto: Barbara Liborio/iG8.nov.2014 - A candidata Cláudia Luna, 35, fez as provas do primeiro dia do Enem 2014 na Barra Funda, em SP. Foto: Barbara Liborio/iG8.nov.2014 - Após terminar a prova do primeiro dia do Enem 2014, o candidato Felipe Assunção, 18, está mais confiante para a prova de exatas amanhã. Foto: Barbara Liborio/iGEstudante chega atrasada no campus da Uerj, no Rio (8/11). Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilEstudante não consegue entrar para a prova (8/11). Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilGabrielle Bittencourt se perdeu no metrô, chegou atrasada e perdeu a prova. Foto: Barbara Liborio/iGCamila Trota errou o local, chegou atrasada e perdeu prova. Foto: Barbara Liborio/iGCandidata corre para entrar antes do fechamento dos portões. Foto: Agência BrasilLuandra Pereira, 21 anos, chegou atrasada e não conseguiu fazer a prova. Foto: Barbara Liborio/iGCandidata chega atrasada e fica de fora do Enem. Foto: Agência BrasilCandidatos chegam à UERJ, no Rio, para primeiro dia do Enem. Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilHomem confere local de prova em cartão de confirmação do Enem. Foto: Agência BrasilMulher vende caneta na porta de local de exame . Foto: Agência BrasilEstudantes chegam para o Enem na Universidade Uniceub, na Asa Norte, Brasília. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaEstudantes se aproximam do portão de entrada da Universidade Uniceub, na Asa Norte, em Brasília. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaAmanda Garrido ouve Avenged Sevenfold antes do início da prova em SP. Foto: Barbara Liborio/iGLaís ao lado do pai, Paulo Tanaka, curtem música antes da prova. Foto: Barbara Liborio/iGAlunos aguardam abertura dos portões no campus da UFRJ, no Rio de Janeiro. Foto: Futura PressAlunos aguardam abertura dos portões no campus da UFRJ, no Rio de Janeiro. Foto: Futura PressFernanda, 21, tem autismo e sonha em fazer web designer. Ela aguarda abertura dos portões na Uninove, Campus Barra Funda, em SP . Foto: Futura PressAglomeração de estudantes no momento em que os portões abriram, em São Paulo. Foto: Barbara Liborio/iGElizabeth Gomes, 67, está em busca do certificado do ensino médio. ""Não pude estudar na época certa", diz ela, que sonha em fazer faculdade de matemática. Foto: Barbara LibórioO aposentado José Petronilho, 52, veio fazer a prova em busca de uma nota que lhe renda uma bolsa de estudos no curso de medicina veterinária. Foto: Barbara LibórioMovimentação dos alunos à espera da abertura dos portões. Foto: Barbara Liborio/iGVista da aula de matemática improvisada. Foto: Barbara Liborio/iGProfessor Márcio Barbosa dá aula de matemática na 'porta do Enem' em SP. Foto: Barbara Liborio/iGAlexandre Neto, 22, aproveitou a aula para pegar algumas dicas . Foto: Barbara Liborio/iGAs estudantes Gabriela Torres e Alana Calixto não assistiram à aula com medo de se confundirem. Foto: Barbara Liborio/iGMovimentação de alunos à espera da abertura dos portões para o Enem. Foto: Barbara Liborio/iGMovimentação dos alunos à espera da abertura dos portões. Foto: Barbara Liborio/iGAnna Stefani trouxe a mãe e o irmão com ela; jovem quer uma vaga na medicina da Unifesp. Foto: Barbara Liborio/iGAlexandre Barbosa, 21, chegou às 9h para evitar imprevisto. Ele quer uma vaga no curso de Direito em federais. Foto: Barbara Liborio/iGIngrid Medina, 16, está no 2º ano do Ensino Médio e presta o Enem como treineira. Ela quer estudar medicina na UNIFESP. Foto: Barbara Liborio/iG

Beatriz Ribeiro, de 18 anos, concorda que a prova de física estava complicada. "Caiu bastante coisa sobre espelhos e muita interpretação de texto."

Ela diz que os textos da prova de sábado estavam mais longos em relação a prova do ano passado. "Espero que a prova de linguagens não tenha textos tão compridos, porque a redação já é bem cansativa."

Para a redação, ela aposta no tema racismo. "Aconteceu bastante coisa esse ano em relação a isso, e é um assunto antigo e recorrente", diz.

Candidatos reclamam de organização

As estudantes Lilian Celestino, de 18 anos, e Adna Santana e Karina Oliveira, ambas de 17 anos, saíram as 9h de casa para conseguir chegar às 11h no local de prova onde farão o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Mesmo morando no Grajaú, zona sul de São Paulo, as candidatas foram alocadas para o campus da Uninove na Barra Funda, zona oeste da cidade. "Hoje chegamos mais cedo. Ontem o trem estava lotado e demoramos mais", conta Adna.

"Moramos longe. Fizeram essa sacanagem com a gente", diz Lilian.

Elas estão preocupadas com a prova de matemática e a redação, que compõem o exame de hoje. Sobre os temas da dissertação, as três apostam em ditadura, crise hídrica e legalização da maconha.

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