Estudantes alegam que perderam prova do Enem por causa da falta de ônibus

Por Agência Brasil -Mariana Tokarnia |

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Greve de empresa de ônibus do DF atrapalhou candidatos

Agência Brasil

Marcelo Carvalho/AgBr
"Não passou nenhum ônibus", diz a estudante Aline Emanuele que mora em Samambaia e chegou ao local de prova após o fechamento dos portões

Candidatos justificam que a falta de ônibus no Distrito Federal (DF), motivada pela greve de uma das empresas que operam na capital federal, motivou o atraso e a consequente perda de horário para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os participantes disseram que saíram cedo de casa e, mesmo assim, esperaram horas pelo transporte público. Para alguns candidatos, minutos fizeram a diferença e eles foram barrados nos locais em que fariam o exame.

Aline Pereira, 18 anos, chegou segundos após o fechamento dos portões. Correndo, a estudante mal conseguia respirar. "Não tinha ônibus, tivemos que pedir carona!", indigna-se. Aline mora em Samambaia (DF). Ela e a amiga, Bianca Moreira, 18 anos, colega de classe, contam que chegaram na parada de ônibus às 9h.

8.nov.2014 - Fernando Henrique, 20, deixa local de prova na Barra Funda (em São Paulo) no primeiro dia de exame. Foto: Barbara Liborio/iG8.nov.2014 - Raimunda de Souza, 40, chegou antes do meio dia com a filha Luana, 19 . Foto: Barbara Liborio/iG8.nov.2014 - A candidata Cláudia Luna, 35, fez as provas do primeiro dia do Enem 2014 na Barra Funda, em SP. Foto: Barbara Liborio/iG8.nov.2014 - Após terminar a prova do primeiro dia do Enem 2014, o candidato Felipe Assunção, 18, está mais confiante para a prova de exatas amanhã. Foto: Barbara Liborio/iGEstudante chega atrasada no campus da Uerj, no Rio (8/11). Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilEstudante não consegue entrar para a prova (8/11). Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilGabrielle Bittencourt se perdeu no metrô, chegou atrasada e perdeu a prova. Foto: Barbara Liborio/iGCamila Trota errou o local, chegou atrasada e perdeu prova. Foto: Barbara Liborio/iGCandidata corre para entrar antes do fechamento dos portões. Foto: Agência BrasilLuandra Pereira, 21 anos, chegou atrasada e não conseguiu fazer a prova. Foto: Barbara Liborio/iGCandidata chega atrasada e fica de fora do Enem. Foto: Agência BrasilCandidatos chegam à UERJ, no Rio, para primeiro dia do Enem. Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilHomem confere local de prova em cartão de confirmação do Enem. Foto: Agência BrasilMulher vende caneta na porta de local de exame . Foto: Agência BrasilEstudantes chegam para o Enem na Universidade Uniceub, na Asa Norte, Brasília. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaEstudantes se aproximam do portão de entrada da Universidade Uniceub, na Asa Norte, em Brasília. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaAmanda Garrido ouve Avenged Sevenfold antes do início da prova em SP. Foto: Barbara Liborio/iGLaís ao lado do pai, Paulo Tanaka, curtem música antes da prova. Foto: Barbara Liborio/iGAlunos aguardam abertura dos portões no campus da UFRJ, no Rio de Janeiro. Foto: Futura PressAlunos aguardam abertura dos portões no campus da UFRJ, no Rio de Janeiro. Foto: Futura PressFernanda, 21, tem autismo e sonha em fazer web designer. Ela aguarda abertura dos portões na Uninove, Campus Barra Funda, em SP . Foto: Futura PressAglomeração de estudantes no momento em que os portões abriram, em São Paulo. Foto: Barbara Liborio/iGElizabeth Gomes, 67, está em busca do certificado do ensino médio. ""Não pude estudar na época certa", diz ela, que sonha em fazer faculdade de matemática. Foto: Barbara LibórioO aposentado José Petronilho, 52, veio fazer a prova em busca de uma nota que lhe renda uma bolsa de estudos no curso de medicina veterinária. Foto: Barbara LibórioMovimentação dos alunos à espera da abertura dos portões. Foto: Barbara Liborio/iGVista da aula de matemática improvisada. Foto: Barbara Liborio/iGProfessor Márcio Barbosa dá aula de matemática na 'porta do Enem' em SP. Foto: Barbara Liborio/iGAlexandre Neto, 22, aproveitou a aula para pegar algumas dicas . Foto: Barbara Liborio/iGAs estudantes Gabriela Torres e Alana Calixto não assistiram à aula com medo de se confundirem. Foto: Barbara Liborio/iGMovimentação de alunos à espera da abertura dos portões para o Enem. Foto: Barbara Liborio/iGMovimentação dos alunos à espera da abertura dos portões. Foto: Barbara Liborio/iGAnna Stefani trouxe a mãe e o irmão com ela; jovem quer uma vaga na medicina da Unifesp. Foto: Barbara Liborio/iGAlexandre Barbosa, 21, chegou às 9h para evitar imprevisto. Ele quer uma vaga no curso de Direito em federais. Foto: Barbara Liborio/iGIngrid Medina, 16, está no 2º ano do Ensino Médio e presta o Enem como treineira. Ela quer estudar medicina na UNIFESP. Foto: Barbara Liborio/iG

"Não passou nenhum ônibus", diz a estudante. Apenas às 12h15, conseguiram carona para o Plano Piloto, região central de Brasília, onde fariam a prova. Ela usaria a nota do Enem para concorrer a uma vaga no curso de psicologia.

No DF, os rodoviários da Viação Pioneira estão em greve por falta de pagamento de salários. A paralisação, que teve início na última quinta-feira (6), prejudica moradores de nove cidades administrativas.

Amós Ferreira, 19 anos, também se queixou da falta de transporte público. Desde às 10h esperava um ônibus em Ceilândia. Como não passou nenhum para o Plano Piloto, onde também faria o exame, ele pegou um ônibus para Taguatinga e, em seguida, outro. Quando conseguiu chegar ao Plano, pegou um táxi até a Asa Norte e pagou R$ 30.

O estudante chegou alguns minutos após o fechamento do portão. Atendente em uma loja, ele quer cursar enfermagem. "O jeito vai ser tentar no ano que vem", diz.

Ângela Oliveira, 57 anos, diz que desistiu de fazer o exame. É a segunda vez que ela perde a prova. Na primeira, no ano passado, esqueceu o documento de identificação. Desta vez, não conseguiu um ônibus que a trouxesse de Taguatinga Sul para a Asa Norte. "Não vou mais tentar, estou cansada", diz a candidata que saiu de casa às 11h.

Ela estuda gestão pública e quer fazer uma faculdade de administração em uma universidade mais próxima de sua casa.

Provas

Neste sábado, os participantes fazem as provas de ciências humanas e ciências da natureza. Os portões fecharam às 13h, no horário de Brasília. Mais de 8,7 milhões de inscritos, número recorde, fazem a prova em mais de 1,7 mil cidades.

Em nota, o governo do Distrito Federal (GDF) informou, ontem (7), que reforçaria a frota de ônibus para atender aos alunos que tentam ingressar na universidade pelo Enem. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 160 mil alunos fazem a prova no Distrito Federal.

De acordo com o GDF, a autorização de viagens extras foi feita de acordo com a demanda para linhas que atendem os locais das provas: Brasília (Asas Norte e Sul), Brazlândia, Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo, São Sebastião, Santa Maria, Samambaia, Sobradinho e Taguatinga.

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