Matemática deve ser ensinada sem pressão, defendem professores de Harvard

Por Agência Brasil

compartilhe

Tamanho do texto

Neste dia 6 é comemorado o Dia Nacional da Matemática

Agência Brasil

O método dos professores Kaplan é apresentar problemas que requerem raciocínio lógico, em um clima de cooperação entre os alunos
Thinkstock/Getty Images
O método dos professores Kaplan é apresentar problemas que requerem raciocínio lógico, em um clima de cooperação entre os alunos



"A matemática precisa ser ensinada em uma atmosfera sem pressão. Deve ser um diálogo entre amigos, tentando juntos chegar à solução de um problema", defende Ellen Kaplan, da Universidade de Harvard.

A frase foi dita durante curso ministrado por ela e seu marido, Bob Kaplan, no Instituto Brasileiro de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro. "Os matemáticos tendem a ser cooperativos, porque a matemática é difícil. Quanto mais as pessoas trabalham juntas, mais elas constroem juntas".

+ Acompanhe mais notícias no canal iG Educação
+ Siga o iG Educação pelo Twitter
+ Fique por dentro de outras notícias pelo facebook do InfoEscola

No Brasil, reuniões semanais do Círculo da Matemática, com sete a dez alunos cada, ocorrem em 60 escolas de sete cidades desde o ano passado e devem chegar em breve ao Rio de Janeiro, a Duque de Caxias e a Porto Velho. Cerca de 7 mil estudantes participaram. A coordenadora do projeto no Brasil, Angels Varea, conta que os resultados aparecem em três níveis.

"Vimos impactos do ponto de vista de a criança se sentir com mais confiança para pensar e a descobrir, com maior conhecimento matemático e com uma melhor socialização, aprendendo a escutar o ponto de vista dos colegas. Elas começaram a participar mais", disse.

O método dos professores Kaplan é apresentar problemas que requerem raciocínio lógico dos alunos, provocando-os a resolver a questão, a partir de sugestões de todos, em um clima de cooperação. Bob Kaplan defende que o aprendizado pela busca do conhecimento é mais fixado do que aquele passado diretamente pelos professores.

"Diga-me, e eu esqueço. Pergunte-me, e eu descubro. Encontrar as respostas faz com que tenham orgulho de si mesmos. Não é um embate do homem contra si mesmo, ou do homem contra os outros homens. É um luta do homem contra os deuses, os deuses da matemática", argumenta.

Silvia Maria Couto, coordenadora Técnica de Matemática da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, conta que a adoção da atividade em algumas escolas ainda está em estudo, mas defendeu que novas perspectivas são positivas para o avanço da educação: "Quanto mais ideias surgirem, melhor será o nosso ensino. O aprendizado não é algo pronto; ele evolui com o mundo. A todo momento temos que ir em busca do que está faltando.

A partir de junho começam as provas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. O concurso nacional busca identificar talentos por sua capacidade de raciocínio, criatividade e abstração, e não pelo seu conhecimento formal.

Leia tudo sobre: impaobmepiGRJmatemáticaharvard

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas