Funcionários da USP aceitam proposta do TRT, mas não encerram greve

Por Agência Brasil |

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Fim da greve, que já dura 104 dias, deve ser decidido na próxima quinta, após novas reuniões, diz sindicato

Agência Brasil

Os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) aceitaram na tarde desta segunda (8) a proposta feita pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) de reajuste salarial de 5,2%, parcelado em duas vezes: em outubro e janeiro do próximo ano. No entanto, a concordância não significa o fim da greve, que deve ser decido na próxima quinta-feira (11), após novas reuniões, segundo previsão de Magno de Carvalho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). Eles estão em greve há 104 dias.

Greve: Funcionários da USP recebem salários e avaliam propostas de reajuste 

Luiz Claudio Barbosa/Futura Press
Servidores e manifestantes bloqueiam faixas da avenida Paulista, no sentido Consolação, em São Paulo (03/09/14)

Representantes do sindicato e da reitoria discutem uma série de propostas apresentadas pelo Sintusp e que dizem respeito, principalmente, à reposição dos dias parados. “Queremos que em todos os setores seja definida a reposição do trabalho acumulado. Onde não tem trabalho acumulado, não [haverá necessidade de reposição]”, disse.

Magno de Carvalho cita como exemplo o trabalho dos motoristas de ônibus que, segundo ele, não precisa ser reposto. “Outra coisa é mandar um motorista de ônibus, que sai às 22h, ficar circulando sem passageiros ou parado na garagem. Isso é punição e não vamos aceitar”, falou Carvalho.

Na lista que o sindicato preparou está o pedido de reajuste dos benefícios, tais como vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche. Eles querem que os trabalhadores que entraram em greve não sejam punidos criminalmente ou administrativamente.

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