USP aprova plano de demissão voluntária e reajuste de 5,2% para grevistas

Por iG São Paulo |

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Para PDV, USP vai gastar R$ 400 milhões de reserva para reduzir em 7% a folha de pagamento, afirmou o reitor

O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou na noite desta terça (2) um plano de incentivo à demissão voluntária de funcionários da universidade. De acordo com a reitoria, a USP usará R$ 400 milhões de suas reservas para colocá-lo em ação e cerca de 1,7 mil funcionários poderão participar, o que reduzirá a folha de pagamento da USP em torno de 7%. O programa não é válido para professores.

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Cecília Bastos/Divulgação USP
Zago: PDV é um processo de gestão moderna

Segundo o reitor da instituição, Marco Antonio Zago, o plano começará a ser colocado em prática já a partir desta quarta, mas será efetivado apenas em 2015, quando os contratos de rescisão começarão a ser assinados.

“É uma absoluta novidade na USP. Nunca foi feito em nenhuma das três universidades paulistas. É um processo de gestão moderna, usado amplamente em todos os setores, privados e públicos”, destacou Zago. “Nós temos um quadro muito grande de servidores, 17 mil, e por outro lado você conversa com dirigentes das atividades-fim e eles sentem necessidade de gente. Nós precisamos readequar isso tudo, e uma das maneiras é enxugar o quadro”, acrescentou.

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O plano de demissão voluntária prevê vantagens como um salário atual por ano trabalhado na USP, até o máximo de 20 salários, mais 40% sobre o valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Reajuste para grevistas

Para tentar pôr um fim à greve na Universidade de São Paulo (USP), que já dura 98 dias, o Conselho Universitário da instituição aprovou também uma proposta de reajuste, a professores e funcionários, de 5,2%, que é a inflação medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Se aceito pelas entidades de classe, o aumento será pago em duas parcelas, no próximo mês e em janeiro de 2015. 

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De acordo com o reitor, a proposta só foi possível em razão do plano de demissão voluntária (PDV).  também aprovado hoje. A economia de recursos com o PDV ainda não começou, "mas já nos dá uma perspectiva de economia, de tranquilidade". 

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