'Não haverá reforma eficiente na educação sem melhorar o salário do professor'

Por Rádio ONU |

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A afirmação é de Claudia Costin, diretora do Banco Mundial para Educação Global; segundo ela, profissionais precisam de melhores salários e de respeito social pelas práticas didáticas

Agência Brasil
Claudia Costin foi secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro

Desde que assumiu o novo posto no Banco Mundial, Claudia, que já foi secretária municipal de Educação, no Rio de Janeiro, disse que tem investido na nova estratégia da entidade para renovar sistemas de ensino, principalmente nos países em desenvolvimento.

Diretora-sênior do Banco Mundial para Educação Global, Claudia diz que chegou a hora de se repensar a questão do salário de professores em todo o mundo. Segundo ela, os professores não devem ser tratados como vítimas. "É preciso haver mais respeito da sociedade pela função do mestre", diz.

Dignidade

"É muito importante revisitar a questão dos salários dos professores. Certamente não vai ser da noite para o dia, mas é importante valorizar socialmente o professor. A sociedade considerar que o professor não pode ser tratado como uma vítima. E nem ele deve se ver como uma vítima. Ele tem que se tratado como um profissional com dignidade. Isso não quer dizer não só um salário contente, como quer dizer também respeito social pelas suas práticas."

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Claudia Costin explicou que em alguns casos, em países africanos, houve a contratação em massa de professores, o que acabou por colocar pressão sobre o orçamento de vários governos.

Desde que assumiu o novo posto no Banco Mundial, Claudia Costin responde por projetos em 72 países incluindo o Brasil e outras nações lusófonas como Moçambique e Timor-Leste. O Banco Mundial com recursos na ordem de US$ 9,5 bilhões.

No país do sudeste asiático, o Banco está ajudando a reconstruir 2 mil salas de aula enquanto uma parceria com Brasil e Portugal leva material didático a crianças timorenses.

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