Atual gestão poderia continuar com os escritórios na nova fase do programa de internacionalização, mas reitor resolveu fechar os três núcleos implantados em Boston, Londres e Cingapura

Segundo Zago, os escritórios já se encontram fechados e sem funcionários nesses núcleos
Cecília Bastos/Divulgação USP
Segundo Zago, os escritórios já se encontram fechados e sem funcionários nesses núcleos

Em meio à crise financeira da Universidade de São Paulo (USP) , o reitor da instituição, Marco Antonio Zago, anunciou o fechamento dos três escritórios internacionais da universidade, implantados nos Estados Unidos, Europa e Ásia no início do ano passado. Os núcleos da USP no exterior, criados pela gestão do ex-reitor João Grandino Rosas, estavam alinhados à estratégia de internacionalização da universidade.

"Nós não temos mais escritórios internacionais. Acabou. Eles foram fechados. Nós reavaliamos e preferimos tomar [um] novo rumo. A política de internacionalização da Universidade de São Paulo mudou, tomou um aspecto diferente. Não vai ser [mais] através de escritórios em Boston, Londres e Cingapura [locais de instalação dos núcleos]", afirmou Zago.

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Segundo o reitor, os escritórios já se encontram fechados e não há mais funcionários trabalhando nesses locais. Não foi informada a data precisa de fechamento dos núcleos. Questionado pela reportagem sobre o motivo do fechamento, o atual representante da USP detalhou o novo enfoque relacionado às estratégias de relações internacionais da instituição.

"Nós achamos, por exemplo, muito mais interessante uma estratégia de compartilhamento, de troca de representantes entre a Universidade de São Paulo e algumas universidades parceiras, como a Universidade de Lyon [na França] e a de Salamanca [na Espanha]. Com essas instituições, fazemos uma troca. Nós colocamos [enviamos] alguém [para estudar ou pesquisar] lá, e eles cedem um espaço, e pegamos alguém deles aqui e cedemos espaço [para estudos e investigação]", disse Zago.

O anúncio do fechamento dos escritórios foi feito durante a realização do III Encontro Internacional de Reitores Universia, principal evento de educação do Banco Santander, realizado no Rio de Janeiro nessa segunda-feira (28) e terça (29).

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Custo

Abertos no início do primeiro semestre de 2013, os escritórios custavam cerca de R$ 400 mil por ano. Parte dos custos era bancada por recursos de programas de educação do Santander. Não se sabe, contudo, o valor exato financiado pela instituição financeira.

A criação dos três escritórios fez parte de um programa piloto que teve o seu impacto avaliado no início deste ano. A atual gestão poderia continuar com os escritórios na nova fase do programa prevista para durar até 2018. No entanto, o novo reitor Zago resolveu descontinuar o programa.

No exterior, os núcleos funcionavam como espaços de divulgação da produção científica da USP e também serviam como espaço para troca de experiências e contatos acadêmicos entre estudantes e pesquisadores, além de estreitamento de relações da universidade com instituições estrangeiras.

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*O repórter viajou a convite da Universia/Santander

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