Com foco em inovação, Estácio lança programa de aceleração de startups no Rio

Por Nina Ramos - iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

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Projeto NAVE tem objetivo de fomentar o empreendedorismo e contribuir gratuitamente na capacitação de jovens profissionais

Quando os temas educação e ciência estão em pauta, um minuto pode ganhar um valor de tempo maior e mais valorizado. A cada 60 segundos, ideias são criadas, colocadas em prática e problemas são resolvidos. No campo da educação, apostar em novos talentos e projetos pioneiros pode alterar em curto prazo o futuro de determinado segmento. Algumas instituições de ensino no país já deram o pontapé em projetos de excelência, inspirados em exemplos do exterior. É o caso da faculdade Estácio de Sá e o projeto NAVE (Núcleo de Aceleração e Valorização), que o iG conheceu in loco na quarta (23) durante o workshop Inovação & Educação, no Rio.

Divulgação/Daiane Souza/UnB
Ronaldo Mota é reitor da instituição e diretor corporativo de Pesquisa do Grupo Estácio

"Para ser inovação não basta ter ciência e tecnologia, mas precisa resolver problemas. O mais comum é que a inovação seja a definidora dos problemas científicos. Mais do que isso, nos nós acostumamos com a inovação para atender demandas. Hoje é isso e mais algo. No século XXI, é o produto ou o processo que gera uma demanda que não existia antes. A educação não está ainda preparada para esse novo paradigma. E não é um modismo passageiro. Pelo contrário, estamos vendo só a ponta do icebergue", disse Ronaldo Mota, reitor da instituição e diretor corporativo de Pesquisa do Grupo Estácio.

Nesse caminho, a Estácio inaugurou em março deste ano o NAVE. Depois de visitas ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos e pesquisa de campo, a escola tirou a inovação do papel. "O MIT se tornou, em 20 anos, a grande meca de fomentação de startups e empreendedorismo. Era importante, aqui na Estácio, ter um local para tangibilizar a ideia da inovação. Por isso criamos o espaço NAVE. Se parece bem com um minigoogle (risos). É um programa de pré-aceleração de startups", explicou o CEO da empresa, Rogério Melzi.

Nina Ramos/iG Rio
Área de Inovação da Universidade Estácio de Sá

O espaço hi-tech fica localizado no quinto andar do prédio da Estácio na Zona Portuária do Rio. Até a última semana, jovens iniciantes puderam se inscrever para participar da seleção do projeto, que é gratuito e tem duração de agosto até dezembro. Foram selecionado 10 grupos de no máximo cinco pessoas cada, e as exigências eram ter um dos membros aluno da Estácio, ex-aluno ou egresso da universidade, e que pelo menos um participante do grupo cumprisse a carga horária completa do programa (confira abaixo as fases do programa).

O futuro é agora

O espaço tem toques futurísticos, cadeiras e mesas móveis, objetos reciclados, e conta ainda com o primeiro projeto patenteado da instituição: a TV ICAD, Interface Conectada de Apoio ao Docente (nome provisório).

"Nós não estamos criando os ambientes do futuro para mostrar para o mercado o que pode acontecer em 20 anos. É para já. A TV, por exemplo, já está em teste. Temos seis em uso, e um dos cursos é o de Direito. O protótipo zero foi feito em agosto. Esse é o terceiro. A ideia é arrumar parceiros para realizar isso em escala e implantar nas quatro mil salas de aula. Vamos fazer agora a produção de 100 unidades e, no máximo até 2020, teremos em todas as salas. É é um investimento de R$ 20 milhões, R$ 25 milhões”, disse Lindália Reis, diretora diretora da área de Inovação da Estácio.

Nina Ramos/iG Rio
Lindália Reis, diretora diretora da área de Inovação da Estácio

“A ideia é substituir datashow, painel e retroprojetor por essa TV", adiantou sobre a peça, que é touchscreen, tem entrada USB e acesso à internet. “Se o professor quiser compartilhar o conteúdo da aula com os alunos ele também vai poder, porque a próxima rodada dessa tecnologia é essa TV conversar com outros dispositivos móveis, como celulares e tablets”, completou a professora.

O projeto conta ainda com mentores para os alunos selecionados como Gustavo Caetano, presidente da Associação Brasileira de Startups e hoje um dos nomes de referência na área. “É um ambiente propício para inovação e o estímulo para empreendedorismo. Uma startup, na maioria das vezes, é bem inovadora. Temos muitos jovens hoje que enxergam a startup como opção de carreira, que quer sair da faculdade com um negócio”, disse Gustavo, CEO da Samba Tech.

E o que esperar do papel da educação para esse futuro que é cada vez mais imediato? Lindália tem a palavra. “É tornar realidade todo tipo de experimento e aprendizado. Se o aluno é um estudante de medicina que antes teria que ter um cadáver para dissecar e aprender anatomia, ele vai poder ter simuladores, como temos hoje, recriando aquela situação, mas mais do que isso. Ele vai poder ter essa simulação real. O aluno vai fazer uma imersão, vai entrar no ambiente 3D, e, com realidade aumentada, vai manipular todo o processo”.

Como funciona a NAVE

De agosto a dezembro, o programa do núcleo é dividido em duas fases, sendo a primeira etapa com cinco módulos com 80 horas de carga horária. O objetivo aqui é dar base de empreendedorismo e na inovação. O próximo passo é apresentar planejamento jurídico e de finanças com aulas complementares com carga horária de 16 horas. Vale lembrar que o conteúdo presencial também estará disponível no ambiente virtual, o que facilita e permite o acompanhamento diário dos mentores nos projetos dos profissionais selecionados.

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