Segundo levantamento britânico, Brasil é o terceiro país com mais instituições entre as 200 universidades top dos "BRICS"; China lidera com 71 (36%), seguida da Rússia, com 53 (27%)

USP é a instituição brasileira mais bem colocada no ranking; ela aparece na 7ª posição
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USP é a instituição brasileira mais bem colocada no ranking; ela aparece na 7ª posição

Das 200 melhores universidades sediadas em países emergentes, 23% são brasileiras. Ao todo, são 45 instituições líderes que figuram no levantamento mais recente da Quacquarelli Symonds (QS), reconhecida consultoria britânica especializada em pesquisas educacionais.

Publicado na última quarta-feira (18) durante evento na China, a segunda edição do ranking de universidades dos BRICS - grupo de países emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - traz a Universidade de São Paulo (USP) na 7ª posição. A segunda instituição brasileira mais bem colocada no levantamento é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela aparece dividindo a 9ª colocação com a Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul).

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As instituições chinesas lideram o ranking com 71 universidades avaliadas entres as 200 melhores. Só no "top 10", a China domina seis posições, com a prestigiada Universidade Tsinghua como primeira colocada. Em 2013, primeiro ano em que a consultoria fez o ranking, das 10 melhores universidades dos BRICS, sete eram chinesas. Ano passado, o ranking selecionou apenas 100 universidades. Em 2014, foram 200.

Evolução

O levantamento atual mostra uma leve evolução das mais bem pontuadas instituições brasileiras. Tanto a USP, quanto a Unicamp, por exemplo, subiram uma posição no ranking de 2014. Em 2013, a USP ocupava a 8ª colocação, e a Unicamp, a 10ª.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), contudo, caiu duas posições nessa nova edição do levantamento da QS. A UFRJ saiu da 19ª posição em 2013, para a 21ª colocação no ranking deste ano. Outra instituição que também perdeu posições foi a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ela saiu do posto de número 25 para a posição de número 30 em 2014.

Área de convivência da PUC-SP, instituição privada brasileira mais bem pontuada no ranking
Divulgação/PUC-SP
Área de convivência da PUC-SP, instituição privada brasileira mais bem pontuada no ranking

Privadas

Da lista das 45 universidades brasileiras presentes no ranking, a instituição privada mais bem pontuada é a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ela aparece na posição de número 43 entre 200 instituições avaliadas. Um pouco acima da PUC Rio, que se encontra na posição de número 45. Ambas estão em colocações melhores que as reconhecidas universidades de Brasília (Unb), que ficou na 51ª posição, e as federais de Santa Catarina (UFSC), na 60ª, do Paraná (UFPR), na 74ª, e de Pernambuco (UFPE), na 79ª posição.

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Metodologia

Para a realização das comparações entre as instituições desses países emergentes, a QS levou em consideração a análise de quatro grandes eixos: pesquisa, ensino, empregabilidade e reputação internacional. Também foram consultados especialistas globais e regionais de cada país.

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Um dos indicadores da metodologia em que o Brasil mais se destacou foi o que analisa a proporção de professores com doutorado pelo número total de professores vinculados à universidade. "Oito instituições brasileiras ficaram melhor posicionadas que as melhores universidades chinesas ranqueadas nesse indicador", afirma Danny Byrne, editor sênior do ranking.

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Por outro lado, segundo Byrne, nenhuma instituição brasileira ficou entre as 100 melhores no índice que analisa a proporção de estudantes estrangeiros em relação ao corpo discente total da universidade.

"As instituições do Brasil ainda são fracas na atração de estudantes estrangeiros. Por outro lado, elas são boas em atrair pesquisadores internacionais. Exatamente o contrário do que ocorre na Rússia", diz Martin Ince, outro especialista que analisou os resultado gerais do ranking.

No entanto, com o governo brasileiro enviando mais estudantes ao exterior por meio do programa Ciência Sem Fronteiras, "a visibilidade do Brasil como um lugar atraente para estudar poderá aumentar", diz Byrne.

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Todos os demais indicadores estão melhor detalhados no infográfico a seguir. Nele, também é possível conferir a participação de outros países no levantamento, como a Índia e a África do Sul, além do top 10 do ranking de 2014. Confira:

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