Trabalhadores não só da universidade, mas da Unicamp e Unesp, pedem 9,78% de aumento mais 3% de reposição salarial

Agência Brasil

Funcionários da USP protestam nesta quarta na Praça da Sé, zona central de São Paulo
Fábio H. Mendes/Futura Press
Funcionários da USP protestam nesta quarta na Praça da Sé, zona central de São Paulo

Professores, funcionários e alunos da Universidade de São Paulo (USP) fizeram nesta quarta-feira (18) ato público na Praça da Sé para mostrar à população os motivos da greve iniciada em 27 de abril. A mobilização teve também o objetivo de mostrar a situação da educação e da saúde no estado de São Paulo. Trabalhadores das universidades Estadual Paulista (Unesp) e Estadual de Campinas (Unicamp) também participaram do ato na Praça da Sé.

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Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, a política da reitoria das universidades públicas no estado de São Paulo é pelo arrocho salarial.

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Carvalho disse que eles constituem a única categoria de trabalhadores brasileiros que não estão recebendo nenhum aumento. "Está havendo um corte para a verba do ensino para pesquisa de 30% e suspensão da contratação de professores e funcionários por tempo indeterminado”, disse ele.

De acordo com Carvalho, os trabalhadores das três universidades pedem 9,78%, mais 3% de reposição salarial de perdas acumuladas ao longo de anos.

A greve será mantida por tempo indeterminado até que a reitoria se prontifique a negociar com os trabalhadores. “Queremos negociar, porque não queremos ficar em greve. Mas, sem atendimento mínimo de nossas reivindicações, não poderemos sair da greve”, afirmou Carvalho.

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