Professores da ativa e inativos vão ter incorporados aos seus salários bônus de 15,38%; amanhã, aulas voltam ao normal

Docentes se reuniram nesta terça-feira (3) no centro da capital paulista
Renato S. Cerqueira/Futura Press
Docentes se reuniram nesta terça-feira (3) no centro da capital paulista

Em greve desde o dia 23 de abril, os professores municipais de São Paulo decidiram acabar com a paralisação da categoria durante assembleia realizada na tarde desta terça-feira (3) diante da Câmara Municipal, no centro da capital.

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A categoria acatou a proposta da Secretaria Municipal de Educação (SME) que se dispôs a incorporar o bônus de 15,38% para todos os docentes, tantos os da ativa quanto os aposentados. O pagamento ocorrerá em três parcelas, a partir de 2015.

"Em maio do ano que vem, o reajuste será de 5,54%. Em maio de 2016, será de 3,74%. E o reajuste do ano seguinte vai ocorrer em novembro", afirmou Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem).

O fim da paralisação ocorreu depois que lideranças do movimento se reuniram com representantes da Prefeitura de São Paulo. "Foram necessários mais de 40 dias para que o governo cedesse em termos de questões salariais e condições de trabalho. Consideramos que saímos vitoriosos da greve, principalmente pela garantia de paridade entre ativos e inativos. Não apenas nós, mas toda a cidade saiu vitoriosa do movimento", diz Fonseca.

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Além da incorporação do bônus, os professores que trabalham em cheches da rede municipal também ganharam o direito a um intervalo de 15 minutos.

Segundo o Sinpeem, a partir de amanhã as escolas voltam a funcionar normalmente.

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