Cursos de direito, engenharia e medicina da USP não aderem à greve

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Mesmo tendo baixa interferência em centros com o da Poli e a ´SanFran´; na Filosofia e na Educação adesão foi mais intensa

Futura Press
Funcionários da USP protestam diante do Hospital Universitário nesta quinta-feira


Após o primeiro dia de greve geral de funcionários, professores e de estudantes da Universidade de São Paulo (USP), a paralisação - anunciada na última semana - teve pouca interferência na rotina de aulas dos alunos. Em geral, em grande parte dos cursos, as aulas ocorreram com certa normalidade. As faculdades de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e a de Educação (FEUSP) foram alguns dos centros onde a adesão foi mais intensificada, segundo estudantes consultados pelo iG Educação.

De acordo com o estudante Júlio Barboza, ex-diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da USP, as aulas estão ocorrendo com normalidade. "A SanFran [como é conhecida], ainda não aderiu à greve. Apenas amanhã [quinta-feira] será definido, em assembleia, o posicionamento dos estudantes da faculdade", disse Barboza.

A Faculdade Politécnica da USP é outro centro onde a greve teve pouco impacto. "As aulas estão ocorrendo com normalidade. Mas os alunos se reunirão nesta quinta para definir a posição que a Poli vai assumir", disse Rafael Auad, ex- presidente do Grêmio Politécnico, entidade que representa os alunos da Poli.

A reportagem também consultou uma estudante da Faculdade de Medicina que informou que as aulas também não foram afetadas.

Paralisação

Os funcionários, professores e estudantes resolveram entrar em greve por estarem contrariados com a decisão de congelamento de salários dos servidores e docentes decretado há 15 dias pelo conselho de reitores das universidades paulistas.

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O DCE da USP se reunirá ainda nesta quarta para avaliar os rumos da greve pelos estudantes. "A greve atingiu, pelo menos de alguma forma, praticamente todas as faculdades. Na Filosofia, Arquitetura e Saúde Pública a adesão foi maior. A FFLCH parou completamente", afirmou Gabriel Lindenbac, de 22 anos, diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP.

O estudante Thiago Aguiar, pós-graduando na FFLCH e também aluno da FEUSP, também concorda que a adesão nessas faculdades é forte. "No curso de licenciatura que faço na FEUSP não estão ocorrendo as aulas", diz Aguiar.

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