Por melhores salários, professores fazem passeata e fecham ruas no centro de SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Prefeitura diz que 62 escolas não tiveram aulas por causa da greve; sindicato diz que 549 unidades foram afetadas

Alice Vergueiro/Futura Press
Servidores municipais da Educação fecham viaduto do Chá

Cerca de 1.500 professores e servidores da rede municipal fecharam o viaduto do Chá por volta das 14h30 desta segunda-feira (28) por melhoria na educação e reajuste salarial. Segundo a Polícia Militar, os manifestantes, que também usaram carro de som, caminharam pelas ruas do centro de São Paulo até chegar na praça da Republica, onde o protesto terminou por volta das 18h40.

De acordo com a prefeitura, das 1.523 escolas municipais da cidade, 62 não tiveram aula hoje (4,7%). O sindicato, que representa o setor (Sinpeem), rebate os números e diz que a administração não contabilizou escolas que tiveram paralização parcial. Ao todo, segundo o sindicato, 20 mil dos quase 80 mil trabalhadores da educação estão de braços cruzados e 549 escolas foram de alguma forma afetadas com a greve, que começou na última quarta-feira (23).

A categoria pede incorporação aos salários de um abono de 13,43% pago aos profissionais que ganham até o piso. Segundo Claudio Fonseca, presidente do sindicato, a incorporação valeria também para funcionários inativos e aposentados. 

"O governo apresentou proposta de 13,43% na forma de abono completar. Cerca de 16 mil profissionais vão receber o que falta para que o salário atinja o piso salarial da categoria. O que a prefeitura oferece é um proporcional para chegar ao piso. Tem gente que vai receber R$ 390 e tem outros que vão receber centavos", diz ele. 

A prefeitura informou que vai reajustar em 13,43% o salário de todos os funcionários da Educação, incluindo os aposentados.

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