'Esforço valeu a pena', diz bolsista aprovada em Medicina na Fuvest aos 17 anos

Por Julia Carolina | - Atualizada às

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Por 3 anos, Giovana acordava às 4h30 para ir da zona leste à zona sul de São Paulo, onde tinha uma bolsa de estudos

“Meus pais ficaram muito orgulhosos, contaram para todo mundo do bairro”. O relato animado é da estudante Giovana Teixeira Leite que, aos 17 anos, saiu do ensino médio e foi aprovada direto em Medicina no vestibular da Fuvest.

Giovana Teixeira passou na Santa Casa pela Fuvest e conseguiu uma bolsa pelo ProUni. Foto: Arquivo pessoalForam três anos em que o despertador tocava às 4h30 para dar tempo de sair da zona leste e chegar às 7h no colégio na região da avenida Paulista. Foto: Arquivo pessoalA recompensa tomou forma na semana passada, ao ver seu nome na lista de aprovados. Foto: Arquivo pessoal

Moradora da Vila Ré, na zona leste de São Paulo, Giovana conta que sempre gostou de estudar e participava desde novinha de Olímpiadas de Matemática. No sexto ano do ensino fundamental, ganhou um curso e, por meio dele, teve contato pela primeira vez com o Ismart - instituição que oferece bolsas de estudo para jovens de baixa renda nos melhores colégios do Rio de Janeiro e São Paulo. Para ser bolsista, é preciso passam por um processo seletivo que mede as habilidades cognitivas e não cognitivas.

Aprovada, Giovana começou a traçar seu caminho até a Faculdade de Medicina na Santa Casa, onde conseguiu uma bolsa pelo ProUni. Durante os dois últimos anos do fundamental, estudava em dois turnos: pela manhã na escola pública e à tarde fazia aulas de nivelamento na escola particular em que iria estudar no ensino médio.

Uma rotina pesada. “Foi muito difícil no começo. Inglês, por exemplo, a maioria dos meus colegas eram fluentes e eu não sabia falar ‘oi, tudo bem’”, lembra a filha de uma cuidadora de idosos e de um técnico de sistemas.

No Ensino Médio, Giovana passou a frequentar apenas o colégio particular. A partir do segundo ano, teve seu foco em Biológicas. A vontade de cursar Medicina também veio nessa época quando, durante um trabalho voluntário, ela conheceu a área de pediatria do Hospital da Criança.

Foram três anos em que o despertador tocava às 4h30 para dar tempo de sair da zona leste e chegar às 7h no colégio na região da avenida Paulista. Em alguns dias da semana, saia da escola só às 18h30. E lá se iam mais duas horas no caminho de retorno para casa. 

A recompensa tomou forma na semana passada, ao ver seu nome na lista de aprovados. "Foi muito bom ver que todo meu esforço valeu e deu resultado", conta. 

Durante os seis anos de graduação, Giovana vai continuar recebendo uma bolsa do Ismart - apesar de não ter valor fixo, ajuda pode chegar a um salário minímo. E já faz planos para o futuro: "Penso em fazer pediatria, mas me falaram que isso muda muito durante o curso. Vamos ver."

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