Antes de fechar crédito, professor orienta que estudantes procurem faculdade e peçam informações sobre bolsa de estudos. Crédito estudantil deve ser pensado com cuidado

Para o aluno que não conseguiu uma vaga em uma universidade pública ou já viu que não atingiu pontuação suficiente para o Prouni, pode parecer que o sonho do ensino superior terá que ser mais uma vez adiado. De olho nos alunos, porém, programas do governos, bolsas e crédito privado podem ajudar o estudante a traçar o caminho e a deixar um peso menor no bolso. Ao menos, a curto prazo.

Para conquistar sonho do ensino superior, docente indica tentar uma bolsa ou financiamento
Futura Press
Para conquistar sonho do ensino superior, docente indica tentar uma bolsa ou financiamento

Para o professor da PUC- SP Fabio Gallo Garcia, que tem doutorado em Finanças, o primeiro passo é procurar a faculdade e tentar uma bolsa na própria instituição. "Claro que nem sempre é uma opção, algumas faculdades não oferecem muitas bolsas e outras não têm no primeiro semestre", lembra.

A próxima alternativa, então, é procurar pelo financiamento ou crédito estudantil. Segundo Garcia, a alternativa deve ser considerada apenas quando o aluno não tiver outra opção "E indico: dentro da faculdade, vá atrás de uma bolsa", completa. O cuidado tem motivo, o professor explica que mesmo que mais baixos, o aluno estará pagando juros e deve se organizar como em qualquer empréstimo.

Uma alternativa é o aluno procurar o Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. O programa do Ministério da Educação (MEC) oferece o financiamento da graduação em faculdades particulares. Na prática, o Fies funciona como um empréstimo, com a diferença que o estudante paga a conta somente após a formatura e com juros mais baixos.

Bom para o aluno e também para a faculdade. De acordo com os últimos dados do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior Privado de São Paulo (Semesp), a inadimplência ficou praticamente estável no setor em todo o Brasil, até com o registro de uma pequena queda no Estado de São Paulo. A queda foi registrada em 2012, último ano analisado pelo sindicato.

Durante o período de duração do curso, o estudante pagará, a cada três meses, o valor máximo de R$ 50, referente ao pagamento de juros incidentes sobre o financiamento. Depois, o estudante terá 18 meses de carência para recompor seu orçamento. Nesse período, o estudante pagará, a cada três meses, o valor máximo de R$ 50.

Encerrado o período de carência, o saldo devedor do estudante será parcelado em até três vezes o período financiado do curso, acrescido de 12 meses.

Quem pode pedir o Fies

Para solicitar o financiamento do curso pelo Fies, o valor das mensalidades deve comprometer mais de 20% da renda familiar mensal bruta per capita e o aluno precisa estar matriculado em cursos presenciais com avaliação positiva nas avaliações do MEC (conceitos 3, 4 ou 5). A renda familiar do estudante não pode passar de 20 salários mínimos.Também é obrigatório fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) .

É permitido ao estudante solicitar o financiamento em qualquer período do ano, devendo fazer a inscrição no SisFies . Os juros são de 3,4% ao ano, para todos os cursos.

Créditos privados

Antes de aluno procurar uma empresa privada para fazer o credenciamento, é interessante ir até a instituição de ensino se informar se existe algum convênio. Também vale a pena perguntar no seu banco se eles possuem algum tipo de financiamento para universitários. Se não, vale estudar todas as opções.

Garcia lembra que, assim como o Fies, esse será um financiamento a longo prazo. "É um compromisso que vai estar com você por oito, dez anos, depende do curso. Então tem que se organizar e se planejar, para que o valor esteja no orçamento", afirma. Mesmo que o pagamento só acontecerá depois de formado, quando teoricamente o aluno estará empregado, ele precisa perceber que no início da carreira muitos poucos "têm dinheiro sobrando", lembra o professor.

Além dos bancos e de ajuda das próprias faculdades, o aluno pode procurar programa privado de crédito. Um exemplo é o programa Pravaler, em que a mensalidade é dividida em duas parcelas. No site é possível fazer uma simulação do valor e verificar se, de fato, a mensalidade cabe no orçamento.

Outras opções

Programas do governo também podem ajudar o estudante. Em São Paulo, os estudantes podem procurar o Programa Universitário, da Escola da Família. O governo ajuda a pagar a mensalidade e, em troca, o estudante trabalha em unidades das Escolas da Família em todo o Estado.

Em 2014, o valor da bolsa vai aumentar e passar de R$ 310 para R$ 500. No caso da licenciatura os alunos que forem selecionados podem ter todo o ensino superior custeado pela Secretaria (no caso de mensalidades até R$ 500).

Para outros cursos, o estudante também recebe bolsa integral, com 50% da mensalidade (até R$ 500) custeada pela Secretaria e o restante completado pela instituição de ensino superior parceira. A bolsa tem validade de um ano.

participam das atividades de saúde, esporte, cultura e trabalho oferecidas nas 2.300 unidades das Escolas da Família em todo o Estado.

Neste ano serão 35 mil vagas no programa. Outra novidade deste ano é que o bolsista cumprirá apenas 8 horas de atividades na escola, podendo escolher o sábado ou o domingo. As inscrições acontecem a partir da segunda quinzena de fevereiro.

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