'Não consegui vaga no Sisu ou pontuação para o ProUni, e agora?'

Por Julia Carolina - iG São Paulo | - Atualizada às

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Antes de fechar crédito, professor orienta que estudantes procurem faculdade e peçam informações sobre bolsa de estudos. Crédito estudantil deve ser pensado com cuidado

Para o aluno que não conseguiu uma vaga em uma universidade pública ou já viu que não atingiu pontuação suficiente para o Prouni, pode parecer que o sonho do ensino superior terá que ser mais uma vez adiado. De olho nos alunos, porém, programas do governos, bolsas e crédito privado podem ajudar o estudante a traçar o caminho e a deixar um peso menor no bolso. Ao menos, a curto prazo.

Futura Press
Para conquistar sonho do ensino superior, docente indica tentar uma bolsa ou financiamento

Para o professor da PUC- SP Fabio Gallo Garcia, que tem doutorado em Finanças, o primeiro passo é procurar a faculdade e tentar uma bolsa na própria instituição. "Claro que nem sempre é uma opção, algumas faculdades não oferecem muitas bolsas e outras não têm no primeiro semestre", lembra.

A próxima alternativa, então, é procurar pelo financiamento ou crédito estudantil. Segundo Garcia, a alternativa deve ser considerada apenas quando o aluno não tiver outra opção "E indico: dentro da faculdade, vá atrás de uma bolsa", completa. O cuidado tem motivo, o professor explica que mesmo que mais baixos, o aluno estará pagando juros e deve se organizar como em qualquer empréstimo.

Uma alternativa é o aluno procurar o Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. O programa do Ministério da Educação (MEC) oferece o financiamento da graduação em faculdades particulares. Na prática, o Fies funciona como um empréstimo, com a diferença que o estudante paga a conta somente após a formatura e com juros mais baixos.

Bom para o aluno e também para a faculdade. De acordo com os últimos dados do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior Privado de São Paulo (Semesp), a inadimplência ficou praticamente estável no setor em todo o Brasil, até com o registro de uma pequena queda no Estado de São Paulo. A queda foi registrada em 2012, último ano analisado pelo sindicato.

Durante o período de duração do curso, o estudante pagará, a cada três meses, o valor máximo de R$ 50, referente ao pagamento de juros incidentes sobre o financiamento. Depois, o estudante terá 18 meses de carência para recompor seu orçamento. Nesse período, o estudante pagará, a cada três meses, o valor máximo de R$ 50.

Encerrado o período de carência, o saldo devedor do estudante será parcelado em até três vezes o período financiado do curso, acrescido de 12 meses.

Quem pode pedir o Fies

Para solicitar o financiamento do curso pelo Fies, o valor das mensalidades deve comprometer mais de 20% da renda familiar mensal bruta per capita e o aluno precisa estar matriculado em cursos presenciais com avaliação positiva nas avaliações do MEC (conceitos 3, 4 ou 5). A renda familiar do estudante não pode passar de 20 salários mínimos.Também é obrigatório fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) .

É permitido ao estudante solicitar o financiamento em qualquer período do ano, devendo fazer a inscrição no SisFies . Os juros são de 3,4% ao ano, para todos os cursos.

Créditos privados

Antes de aluno procurar uma empresa privada para fazer o credenciamento, é interessante ir até a instituição de ensino se informar se existe algum convênio. Também vale a pena perguntar no seu banco se eles possuem algum tipo de financiamento para universitários. Se não, vale estudar todas as opções.

Garcia lembra que, assim como o Fies, esse será um financiamento a longo prazo. "É um compromisso que vai estar com você por oito, dez anos, depende do curso. Então tem que se organizar e se planejar, para que o valor esteja no orçamento", afirma. Mesmo que o pagamento só acontecerá depois de formado, quando teoricamente o aluno estará empregado, ele precisa perceber que no início da carreira muitos poucos "têm dinheiro sobrando", lembra o professor.

Além dos bancos e de ajuda das próprias faculdades, o aluno pode procurar programa privado de crédito. Um exemplo é o programa Pravaler, em que a mensalidade é dividida em duas parcelas. No site é possível fazer uma simulação do valor e verificar se, de fato, a mensalidade cabe no orçamento.

Outras opções

Programas do governo também podem ajudar o estudante. Em São Paulo, os estudantes podem procurar o Programa Universitário, da Escola da Família. O governo ajuda a pagar a mensalidade e, em troca, o estudante trabalha em unidades das Escolas da Família em todo o Estado.

Em 2014, o valor da bolsa vai aumentar e passar de R$ 310 para R$ 500. No caso da licenciatura os alunos que forem selecionados podem ter todo o ensino superior custeado pela Secretaria (no caso de mensalidades até R$ 500).

Para outros cursos, o estudante também recebe bolsa integral, com 50% da mensalidade (até R$ 500) custeada pela Secretaria e o restante completado pela instituição de ensino superior parceira. A bolsa tem validade de um ano.

participam das atividades de saúde, esporte, cultura e trabalho oferecidas nas 2.300 unidades das Escolas da Família em todo o Estado.

Neste ano serão 35 mil vagas no programa. Outra novidade deste ano é que o bolsista cumprirá apenas 8 horas de atividades na escola, podendo escolher o sábado ou o domingo. As inscrições acontecem a partir da segunda quinzena de fevereiro.

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