'Ver seu nome na lista é muito feliz', diz aprovada em Medicina na Fuvest

Por Ana Flávia Oliveira -IG São Paulo | - Atualizada às

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Fuvest divulgou a lista dos aprovados para a USP e Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa

Felicidade, alívio, sensação de dever cumprido e liberdade. Foi com essas palavras que muitos estudantes definiram o sentimento após ver os nomes deles divulgados na lista de aprovados do vestibular da Fuvest, que seleciona 11.057 estudantes Universidade de São Paulo (USP) e cem para Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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Fuvest divulga aprovados na 1ª chamada do vestibular 2014

Estudantes comemoram aprovação na Fuvest com balões. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressGuilherme Marinho, 18, passou em Medicina. É a segunda vez que ele presta o vestibular.  Ele comemorou a aprovação junto com a namorada dele, Gabriela Ferreira Mesquita, 18 anos. Ela passou em Geociências. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloA jovem já fazia geologia na Unesp de Rio Claro, mas contou que este ano foi muito difícil porque estava em outra cidade, longe da família, amigos e namorado. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloCauane Coelho, 21 anos, passou no vestibular para medicina na quarta tentativa. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressLucas Felgueiras, 19 anos, comemora a vaga na Faculdade de Engenharia da Computação, ao lado da mãe, Márcia Felgueiras, 46 anos. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloAlice de Almeida Rocha, 17 anos, foi aprovada em Engenharia de Produção, na Poli. Foi a primeira vez que ela prestou o vestibular. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloRobson de Souza Romano Santos, 18 anos, foi aprovado no curso de Ciências Sociais. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloLucas Kantz, 18 anos, passou em Letras direto do colégio. Ele disse não ter palavras para descrever o que estava sentindo. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo

Acompanhado pelos pais, o estudante Lucas Arthur Felgueiras, 19 anos, disse que o sonho de passar em Engenharia da Computação da Poli custou muitas festas e noites mal dormidas.

“No último ano estudava 18 horas por dia e perdi as contas de quantas festas deixei de ir. Tenho a sensação de dever cumprido. Agora é batalhar e fazer o que eu gosto”, afirma o estudante.

O casal de namorados Guilherme Marinho e Gabriela Ferreira Mesquita, ambos com 18 anos, comemoraram juntos a aprovação no vestibular. Ele foi aprovado no curso de Medicina da Santa Casa e ela no curso de Geociências, da USP. “Eu já estava fazendo Geologia na Unesp, mas quero dar aula. Então presteu USP. O ano passado foi muito difícil porque eu estava morando em Rio Claro (interior de São Paulo) e vinha para São Paulo só aos fins de semana para estudar com meu namorado”, disse Gabriela. “Ver o nome na lista é um alívio muito grande depois de tudo que nós passamos”, define a caloura.

Após três tentativas frustrada, Cauane Coelho, 21 anos, vai realizar o seu grande sonho: ser médica. Em 2013, ela estudou das 7h às 22h durante a semana e todas as manhãs dos sábados. “Deixei de ver meus amigos, família e agora vou ter que ir para Marília. Estou muito feliz, mas fico triste em deixar minha família e amigos aqui em São Paulo." Por ter estudado em escola pública, ela diz que sentiu dificuldades em acompanhar o ritmo do cursinho.

O estudante Robson de Souza Romano dos Santos, 18 anos, mal terminou o ensino médio e foi aprovado no curso de Ciências Sociais, da USP. Para conseguir passar sem o cursinho, se dedicou durante todo o ano, deixando o lazer de lado. “A minha expectativa é estudar ainda mais neste ano, mas vou estudar o que gosto”, conta. Durante as comemorações, pediu para que não cortassem o cabelo dele porque deu muito trabalho para deixar crescer.

Alice de Almeida Rocha, 17 anos, também conciliou o ensino médio no período da manhã e o cursinho à tarde e nas manhãs de sábado para ser aprovada no curso de Engenharia de Produção. Além de estudar, aproveitava o tempo livre para fazer simulados. “Eu acordava as 5h30 todos os dias, estudava um pouco antes de ir para escola e depois ia para o cursinho. Só chegava em casa depois das 21h30”, conta. “Estudava no ônibus e fazia todos os simulados”, diz.

Lucas Kuntz, 18 anos, também foi um dos premiados pela vaga na USP após um ano de muito esforço. Ele foi aprovado no curso de Letras. “Eu não fiz cursinho, mas estudei muito no ano passado. Estudava de manhã, almoçava e voltava para o colégio para estudar até as 19h. A sensação que tenho agora é tão boa que eu não tenho palavras para descrever”, disse Kuntz após ver o nome dele na lista de aprovados..

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