Exame deve acontecer em 23 de março; professores recomendam treinar pontuação e interpretação de texto

Quem se inscreveu para o concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que vai selecionar 7.825 pessoas - a inscrição terminou no dia 20 - deve ficar atento à prova de português. Quem vai prestar para o cargo de agente de pesquisa e mapeamento (no total, são 7.600 vagas de nível médio para a função) responderá a 20 questões da disciplina, com valor de 2 pontos cada. 

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Denise Martins, professora de Língua Portuguesa do Consília e docente aposentada pela UNB, diz que os levantamentos das últimas provas mostram que o concurso tem ênfase máxima na compreensão de texto e a gramática, normalmente, aparece aplicada.

“Digo que não precisa memorizar todas as regras gramaticais. Mas o candidato tem que saber, por exemplo, utilizar a pontuação, saber se o uso das vírgulas está justificado no texto ou se a troca de uma palavra por outra muda o sentido da frase”, explica.

Para treinar tudo isso, a professora recomenda que o estudante faça leitura de diferentes textos, tentando entender por que o autor usou determinada palavra ou o motivo de ter usada determinada construção.

A professora de português Clarice Andrade, da Capcursos, orienta que os alunos leiam jornais e tentem contar o que está escrito. Dessa forma, afirma, estarão exercitando a compreensão. “Quando você lê e conta, você percebe que esqueceu algum detalhe, então lê de novo. Eu acho um exercício excelente”, afirma.

Ela diz que, na gramática, as provas costumam cobrar muita pontuação e concordância. Cuidados com a vírgula que separa o sujeito do verbo, o emprego dos verbos e a estrutura da frase são essenciais. 

“O candidato deve prestar muita atenção na leitura. Indico sublinhar o verbo e ver de quem ele está falando, ver se o sujeito está concordando. Também tomar cuidado com o verbo haver, lembrar que ele não vai para o plural”, completa.

Outras questões

Além da prova de português, o concurso para agente de pesquisa e mapeamento traz mais três áreas. Geografia é a segunda disciplina mais cobrada: em 15 questões, que valem 2 pontos cada, totalizando 30 pontos.

Para se sair bem na prova, o estudante deve ter noções básicas de Cartografia. Além disso, deve estudar aspectos físicos e meio ambiente no Brasil, a dinâmica da população brasileira (como os fluxos migratórios) e a formação territorial e divisão político-administrativa.

Conhecimentos Gerais também trará 15 questões, mas com um peso menor. Cada uma vale um ponto e o candidato pode fazer pontuação máxima de 15 pontos. Entre os assuntos cobrados na prova, estão elementos da política e do cotidiano brasileiros, a cultura brasileira e panorama da economia nacional (aspectos locais e aspectos globais).

Já as questões de raciocínio lógico valem 1,5. Como são 10 questões, o aluno pode fazer 15 pontos.A prova vai avaliar a habilidade do candidato em entender a estrutura lógica de relações entre pessoas, lugares, coisas ou eventos, deduzir novas informações e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações.

Também vai cobrar estruturas lógicas, lógica de argumentação, diagramas lógicos, aritmética e álgebra e geometria básica.

Concurso

O concurso vai suprir 7.825 vagas temporárias em cargos de nível médio e superior. Os salários vão de R$ 765 a R$ 4.000.

As 7.600 vagas para agente de pesquisa e mapeamento são para atuar nos 26 estados e no Distrito Federal. O salário é de R$ 1.020.

Além do agente de pesquisa, as vagas são: 27 para a função de Analista Censitário de Geoprocessamento, para atuar no município do Rio de Janeiro/RJ; 180 vagas para a função de Agente de Pesquisas por Telefone, parao Rio de Janeiro; e 18 (dezoito) vagas para a função de Supervisor de Pesquisas, também no Rio.

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