Polícia Federal investiga fraude do Enem em Minas Gerais

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Criminosos teriam passado gabarito por meio de ponto eletrônico e SMS; esquema custaria de R$ 70 a R$ 100 mil

A Polícia Federal está investigando uma fraude no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Barbacena (MG). De acordo com o delegado Fernando José Barbosa Lima, da Polícia Civil, criminosos teriam repassado gabaritos com o resultado das provas do caderno amarelo para garantir a pontuação alta de candidatos.

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A Polícia descobriu a suposta fraude durante a Operação Hemostase, que já indiciou 36 pessoas por envolvimento em fraudes no vestibular de Medicina em faculdades particulares mineiras e fluminenses. Os alunos que pagaram pelo serviço teriam feito 167 pontos em 180, o que equivale a 88% de aproveitamento nas questões objetivas.

Segundo o delegado, a quadrilha teria subornado um fiscal, ainda não identificado, em Barbacena, pagando R$ 10 mil para receber os dois cadernos de prova amarela, referente aos dois dias de aplicação do exame.

O responsável pelo esquema passaria as questões para outros criminosos, responsáveis por resolver as questões, identificadas como "pilotos". Os criminosos replicavam as informações aos candidatos por mensagem de celular ou ponto eletrônico. 

A investigação aponta que o preço pago pelos candidatos aos fraudadores variavam de R$ 70 mil a R$ 100mil. O delegado acredita que entre 100 e 150 pessoas tenham sido beneficiadas pelo esquema

Entre as informações e documentos repassados pela Polícia Civil à Polícia Federal estão dois cadernos amarelos que foram apreendidos com um dos supostos chefes da organização criminosa.

Com a PF também estão cerca de 30 gravações de conversas e há ainda mensagens de SMS contendo parte dos gabaritos e outras em que os suspeitos comemoram o índice de acerto das provas.

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O inquérito da Polícia Civil chega a quase 3 mil páginas, resultantes de cerca de nove meses de investigação. 

Inep

Por meio de nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, disse que está acompanhando, juntamente com a Polícia Federal, os desdobramentos da Operação Hemostase e que "não existe qualquer elemento que indique, mesmo de forma pontual, que qualquer candidato tenha sido beneficiado".

O Inep disse ainda que conforme prevê o edital do exame, os candidatos identificados, que tiverem utilizado aparelhos eletrônicos durante as provas, serão eliminados.

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