Primeira fase da Fuvest 2014 estava difícil, avaliam cursinhos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Prova de matemática foi considerada a mais complicada; lista de aprovados para 2ª fase sai no dia 16 de dezembro

A primeira fase da Fuvest 2014, aplicada neste domingo (24), foi considerada difícil e bem elaborada, na avaliação de três cursinhos ouvidos pelo iG. O exame foi aplicado em 134 locais de prova de 32 municípios de São Paulo. Foram 90 questões de múltipla escolha de Português, Matemática, Física, Química, Biologia, História, Geografia e Inglês.

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Luiz Claudio Barbosa/Futura Press
Candidatos durante a prova da Fuvest na Faculdade de Econimia e Administração (FEA/USP)

"A prova foi considerada difícil e a de matemática, a mais difícil”, afirma a professora Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do curso e colégio Objetivo. O professor Gilberto Alvarez, o Giba, diretor do Cursinho da Poli, reforça a avaliação. “Nós avaliamos que a prova foi mais difícil que a do ano passado. A tendência é o aluno ter dificuldade principalmente em exatas”, afirmou.

Na avaliação de Alvarez, a prova exigiu uma formação básica elevada dos candidatos. “O estudante precisa estudar hoje mais até do que a escola exige. A formação integral do que o aluno tem que ter para a prova virou padrão do vestibular da Fuvest”, complementa. Para o professor, a prova teve forte exigência conceitual, que é justamente o que difere a Fuvest do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Não bastava enunciado e figura, tinha que saber conceitos.”

Para o coordenador do Anglo, professor Luís Ricardo Arruda, física foi a matéria mais complicada. Ele aponta que, em matemática, não houve questões de trigonometria e em química, faltou abordar físico-química. 

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A estudante Bruna Lotto, que presta Fuvest pela terceira vez, confirma a tese dos cursinhos. “Estou morta de cansaço”, afirmou a jovem, que passou em ciências sociais em 2010, não emplacou em arquitetura em 2012 e agora tenta engenharia civil. “Apesar de ser previsível, achei matemática a mais dificil. As outras estavam muito conceituais. Mas chegou na parte de matemática era conta, conta, conta. Demanda mais raciocínio, travei um pouco nessa parte”, conta a estudante, que ter saído tranquila da prova. “Gostei bastante de historia. Acho que praticamente gabaritei”.

A prova de história investiu em temas africanos que, segundo a professora Vera Antunes, é “tendência dos vestibulares atualmente”. Ela destaca que em todas as disciplinas houve questões ligadas a temas recentes. Em geografia, uma citava drones, outra o tufão que devastou as Filipinas este mês e, pelo quinto ano consecutivo, houve questões sobre a China e a África.

Tanto Antunes como Alvarez e Arruda consideraram a prova bem elaborada e destinada a selecionar os melhores alunos entre os mais de 150 mil concorrentes. “A Fuvest quer um aluno que não se contente com resumos e que vá além na sua formação. Neste sentido, é uma boa prova”, diz Alvarez.

Críticas

Arruda, do Anglo, aponta problemas em duas questões, com base no caderno de prova V. Uma é questão 51, de geografia que, segundo o Anglo, não tem resposta e deveria ser anulada. "Eles dão a resposta de B, mas não é verdade. A prova pergunta o clima da região de Petrolina. E o clima lá é diferente do resto do semi-árido nordestino." A outra questão é a 1, de biologia, em que considera como correta duas respostas, A e D. Segundo ele, não há elementos para que o  aluno considere a célula em questão como aploide ou diploide. A Fuvest não anulou nenhuma questão este ano. 

A lista de aprovados para a 2ª fase será divulgada no dia 16 de dezembro. 

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