Universitários americanos dão volta ao mundo em navio

Por Priscilla Borges - iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

O iG acompanha, a partir dessa sexta, cerca de 600 alunos que participam do programa Semester at Sea. Dentro de um navio, eles percorrem 15 países durante um semestre

Cerca de 600 universitários participam de um programa diferente da grande maioria de intercâmbios que se ouve falar: um semestre no mar. Desde agosto, esses estudantes de instituições americanas – que representam diferentes nacionalidades – estudam disciplinas teóricas dentro de um navio e aprendem, a cada parada em uma cidade diferente, lições que vão além da sala de aula.

Conheça a nova home do Último Segundo

Os participantes do programa Semester at Sea ganham mais consciência da globalidade e do próprio papel no mundo, aprendem a respeitar culturas e diferenças e se conhecem melhor. As mudanças ocorrem naturalmente ao longo das visitas, atividades e trabalhos voluntários desenvolvidos nas mais diversas áreas (culturais, sociais, de meio ambiente, educacionais), nos 15 países pelos quais passam durante um semestre.

O iG vai acompanhar, durante uma semana, as aventuras e as experiências dos estudantes que largaram o conforto de casa para estudar – literalmente – navegando pelo mundo. A partir de hoje, a reportagem embarcará no navio, que está em Buenos Aires, Argentina, e buscará compreender desafios e ganhos de um intercâmbio em movimento. Em matérias diárias, o iG contará o dia a dia dessa comunidade até a chegada na cidade do Rio de Janeiro.

Universitários americanos dão volta ao mundo em navio. Foto: DivulgaçãoUniversitários americanos dão volta ao mundo em navio. Foto: DivulgaçãoUniversitários americanos dão volta ao mundo em navio. Foto: DivulgaçãoUniversitários americanos dão volta ao mundo em navio. Foto: Divulgação


A chegada da reportagem ao programa coincide com a Semana Internacional de Educação, promovida pelo governo norte-americano todos os anos para promover os benefícios de trocar experiências pelo mundo. Até o dia 18 de novembro, em escolas e universidades nos Estados Unidos são convidadas a pensar sobre a importância dos intercâmbios e o crescimento pessoal – e para o país – que se tem com esse tipo de experiência.

Susan Bell, adida cultural da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, lembra que as experiências de intercâmbio não impactam apenas relações pessoais. Para a diplomata, elas favorecem relações entre países e modificam laços entre gerações. Susan lembra que o evento pretende estimular os estudantes norte-americanos a passar uma temporada de estudos longe do país. Hoje, os números ainda estão aquém do que o governo gostaria.

Em 2012, 283 mil americanos participavam de algum intercâmbio pelo mundo. Por outro lado, no mesmo período, o país recebeu 819 mil estudantes estrangeiros. “Por isso, estamos preparando cursos sobre o Brasil para os participantes do Semester at Sea. Queremos que eles cheguem ao Brasil conscientes do contexto social, real, não só turístico e possam aproveitar mais a experiência. Além de perceber o potencial e a importância dessa parceria”, diz Susan.

Inusitado, porém antigo

Apesar de inusitado, o programa Semester at Sea faz 50 anos em 2013. Organizado pelo The Institute for Shipboard Education (ISE), em parceria com a Universidade de Virginia, já ofereceu formação a mais de 55 mil estudantes de 1,7 mil instituições diferentes, que percorreram mais de 60 países. Os créditos são aproveitados nas instituições de origem.

Os universitários participantes do programa podem escolher disciplinas de áreas tradicionais como Antropologia, Arquitetura, Arte, Astronomia, Biologia, Engenharia Civil, Comércio, Economia, Inglês, História, Filosofia, Política e Relações Internacionais, Psicologia e Sociologia. Mas também têm a liberdade de participar de torneios esportivos, aulas de dança, música, teatro, atividades religiosas.

A viagem desses universitários começou em Southampton (Londres), na Inglaterra. Passou por São Petersburgo (Rússia), Hamburgo (Alemanha), Antuérpia (Bélgica), Le Havre (França), Dublin (Irlanda), Lisboa (Portugal), Cadiz (Espanha), Casablanca (Marrocos); Takoradi e Tema (Gana); Cidade do Cabo (África do Sul) e agora chega a Buenos Aires. Depois do Rio, o navio segue para Salvador, Havana (Cuba) e termina em Fort Laudardale, nos Estados Unidos.

*A repórter viajou a convite dos responsáveis pelo Semester at Sea e da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas