Enunciado de redação da Unicamp pode gerar confusão, diz professora

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Primeira fase do vestibular da Unicamp foi considerada fácil e com questões básicas de cada área

A prova da primeira fase do vestibular 2014 da Unicamp foi considerada fácil por candidatos e professores. De acordo com a coordenadora do curso e Colégio Objetivo, Vera Lúcia Antunes, ela foi a prova perfeita para uma primeira fase, “quando o importante é eliminar eventuais candidatos que chegam de paraquedas para fazer o vestibular”.

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As questões foram consideradas básicas, o problema ficou no enunciado da primeira redação, que pedia para o candidato escrever um relatório sobre atividades em uma oficina cultural.De acordo com a professora de redação do Curso Objetivo Maria Aparecida Custódio, só no final do enunciado era possível perceber o relatório era para a segunda oportunidade de oferecimento da oficina cultural e, portanto, era preciso apontar as experiências da primeira oficina.

Unicamp: Produção de duas redações é diferencial do vestibular

“Foi mal formulado. Era preciso ler duas ou três vezes para entender. Nas primeiras linhas a Unicamp fala que vai realizar e só no final do enunciado é que explica que o relatório é para a segunda vez da oficina cultural, disse.

O relatório pegou alguns alunos de surpresa. A outra redação era estilo "carta aberta ". às autoridades municipais pedindo melhorias para a mobilidade urbana. Aline Pereira, de 20 anos, prestou pela quarta vez o vestibular da Unicamp e disse que não esperava. Ela quer fazer o curso de Linguística ou Ciências Socias na Universidade. "Em quatro anos que fiz a prova, nunca havia caído. Achei interessante desenvolver", disse à Agência Estado. Aline considerou a prova fácil, mas com questões elaboradas.

O estudante Vitor Bessa, de 15 anos, achou a prova razoável, com muitas questões com textos longos, mas sem atualidades. "Caiu matérias do 1º e 2º ano, o que é bom. Mas a redação foi a parte mais difícil", disse.

Cai número de abstenções
O vestibular da Unicamp registrou queda no número de abstenções esse ano, após quatro anos de tendência de crescimento. De 73,8 mil alunos inscritos, cerca de 5,1 mil não fizeram a prova - 6,93% dos estudantes. Já no ano anterior a mesma porcentagem foi de 7,64%. Além da queda, a Comvest - que aplica o vestibular - não registrou ocorrências, como o uso de celulares em sala de aula. Em Belo Horizonte, a prova começou mais tarde, às 15h30, devido a um rompimento de cabo de rede que derrubou a energia da Centro Universitário UNA, pouco antes do início da prova.

Segundo a Comvest, alguns alunos desistiram da prova por causa do problema, mas não há ainda informação de quantos foram. As cidades com maior índice de abstenção foram Belo Horizonte (18,21%) e Brasília (18,19%). Já as cidades de Mogi Guaçu e Piracicaba tiveram os menores índices: 4,17% e 4,90%, respectivamente.

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