Atos na USP são feitos por minoria, diz reitor

Por Agência Estado |

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De acordo com Rodas, apesar do imbróglio já durar quase um mês, a USP continua com praticamente todas as aulas

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O reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, afirmou nesta quarta-feira (30) que as manifestações na instituição são feitas por uma minoria de alunos, que usa métodos violentos. "Não se justifica pura e simplesmente, justamente no momento em que há um progresso tão grande que uma minoria queira, por métodos violentos, bloquear tudo", afirmou, após participar de debate e relançar o livro Direito e Economia da Concorrência na Fundação Getulio Vargas (FGV), na capital paulista.

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De acordo com Rodas, apesar do imbróglio na universidade já durar quase um mês, "a USP continua com praticamente todas as suas aulas e seus dias normais". "Isso mostra que a universidade não está engajada nesse movimento radical, que possui um conteúdo ideológico que passa de longe a questão da universidade em si", disse.

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Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) fecharam portões na última terça-feira (29)

Os estudantes, que protestam desde o início do mês, reivindicam eleições diretas para reitoria, diretorias de unidades e chefes de departamento, fim da lista tríplice (que permite a intervenção do governador na escolha da reitoria), entre outras demandas.

Segundo Rodas, no entanto, depois da reunião entre direção e estudantes, no último dia 2, "houve um enorme avanço" em relação às demandas estudantis. "Eu não só marquei a data da reunião, como institui uma semana de debate", disse. Ele ponderou que o avanço poderia ter sido maior, mas disse "que não é possível se conseguir tudo em um dia só". O reitor listou algumas aprovações do Conselho Universitário como conquistas. "Não se imaginava que o Conselho aprovasse a questão da participação maior dos pretos, pardos e índios, e ela foi aprovada", exemplificou.

Leia mais: Protesto na USP termina e estudantes liberam portão principal

Segundo ele, o término do segundo turno e a prévia eleitoral obrigatória, que também foram aprovadas, representam outros avanços. "E mais do que isso já se fixou uma data, que não pode ser mudada, no ano que vem para continuação dessas discussões. Nunca houve antes um progresso deste nível", afirmou, ressaltando que sua avaliação era uma análise de "pessoa física e não do reitor".

Apesar dos avanços que o reitor considera ter conquistado, parte dos alunos continua planejando protestos. O movimento estudantil da USP convocou para hoje um ato público com entidades, movimentos sociais, sindicatos e professores aliados. "É o momento de mostrar que nossa mobilização conta com a solidariedade e o apoio de um amplo e importante setor dentro e fora da USP", diz o convite na página do Facebook do DCE.

Há também previsto uma reunião entre estudantes para esta quinta-feira (31), às 10h. "A chance de que nosso movimento tenha vitórias é real, desde que permaneçamos atentos", diz o outro convite.

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