Portões foram fechados às 13h (de Brasília). Dia promete ser mais difícil com questões de matemática e redação

Os portões das universidades e colégios que recebem a edição 2013 do Exame Nacional do Ensimo Médio (Enem) foram abertos às 12h para o 2º dia de prova. Na fase mais desgastante do exame, alunos enfrentam 5h30 com questões de linguagens, matemática e redação. Em São Paulo, na Uninove, na Barra Funda, a entrada dos candidatos foi pontualmente liberada às 12h. Uma hora depois foi marcado o início da prova pelo País. 

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Mesmo após a abertura dos portões na capital paulista, muitos alunos preferiram aguardar até o último momento para entrar. Com medo de "dar branco", candidatos mais inseguros foram flagrados estudando as possíveis matérias da 2ª prova. Além disso, o tema da redação gerava ansiedade entre os estudantes. 

O primeiro dia

Segundo especialistas, o primeiro dia de prova foi difícil e cobrou do aluno saber relacionar os assuntos que aprendeu na escola com o dia a dia. É isso que os professores ouvidos pelo iG afirmaram sobre as provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza, que aconteceu neste sábado (26).

Para Gilberto Alvarez, o Giba, coordenador do cursinho da Poli, a prova “firmou tendência”. “A prova cobrou que o aluno fosse estudioso e também um bom leitor. Que ele soubesse relacionar as disciplinas que aprendeu na escola com o meio em que ele vive”, afirmou.

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Além disso, ele diz que na prova de Ciências Humanas havia perguntas criticas misturadas com questões atuais, o que cobrou que o aluno assumisse esse comportamento critico. “Exigiu que o aluno tivesse um perfil diferenciado. Teve muita referencia atual também, teve questões muito recentes de jornal e também trazendo fatos de outros países”, afirmou.

O professor de História do cursinho Poli Elias Feitosa concorda. “A leitura e a interpretação mandaram na prova. Teve uma variedade grande de imagem, gráfico, charge, pintura”, afirmou. “O Enem tem exigido um candidato com uma visão bem relacionada com o hoje, que dialogue com a sociedade contemporânea”, afirmou.

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A coordenadora do Colégio Objetivo, Vera Lúcia Antunes, observa que, neste ano, aumentou o número de questões que envolve as disciplinas de Filosofia e Sociologia. "A prova exigia uma grande concentração nos textos, era preciso entender o que eles estavam pedindo. Não era uma questão de certo ou errado."

Já Ciências da Natureza cobrou mais conteúdo. O professor Joel Pontim, do cursinho da Poli, diz que o Enem pede que o aluno faça conexões com o que ele aprende e o dia a dia. Talvez os alunos que não tenha percebido esse sinal tenham mais dificuldade. Não é aquele padrão de cobrança de fórmula”, afirma.

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