Para docente do cursinho da Poli, questão que pedia análise combinatória foi muito difícil e poderia causar problemas até para alunos muito estudiosos

A prova de Matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que aconteceu neste domingo (27), trouxe a questão mais complicada de todas as edições da prova. Essa é a avaliação da professora de matemática do cursinho da Poli Thaís Oliveira sobre a questão de número 171 da prova rosa.

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“Foi uma questão muito difícil, de análise combinatória. Mesmo um aluno muito bom poderia se equivocar na hora de resolvê-la. Na minha avaliação, foi a mais difícil que já apareceu no exame”, afirmou.

Para Eduardo Izidoro, também professor de Matemática, a prova foi boa, mas muito cansativa e trabalhosa. “O maior inimigo é o tempo que o aluno tem e ele precisa estar preparado, é um preparo físico mesmo porque a prova é cansativa, ainda mais hoje com a redação. Além disso, se você pega a maioria dos alunos começa pela prova de Português, então chega em Matemática e já está cansada”, disse.

Veja a correção da prova

Já a professora de Português Eva Nobre disse que a prova exigiu um aluno com perfil refinado, que fizesse uma boa leitura dos textos. “As questões cobradas não eram para um aluno mediano, mas sim para um aluno com o nível bom”, completa. A docente elogia ainda a prova apresentar questões de recursos linguísticos, que questionam sobre a terminologia gramatical. “Desse modo, eles valorizam a língua portuguesa. Isso refina o olho do aluno”, elogia.

Para o coordenador do Anglo Luís Ricardo Arruda, a prova deste domingo derrubou um mito do Enem: “Existia aquele mito de que não precisava saber Matemática, só tinha que ler bem a questão. Isso caiu. A prova de hoje mostra que o aluno precisa mais do que bom senso para conseguir responder uma questão. Ele tem saber o conteúdo”, afirmou.

Ele avalia, porém, que a prova de Português poderia ser mais difícil. “Uma coisa boa é que o Enem aprendeu que é melhor reduzir o tamanho do texto. O texto longo é muito desgastante para o aluno. A única coisa que tem que aperfeiçoar é que a maioria das questões sempre tem uma resposta muito óbvia. Acaba facilitando muito para os alunos”, disse.

Para Gilberto Alvarez, o Giba, coordenador do cursinho da Poli, a prova deste final de semana deixou muito claro o perfil de aluno que o Enem espera. "É um aluno estudioso, que consegue fazer várias conexões entre os assuntos", afirma. Ele lembra que como a prova é muito cansativa, os candidatos precisavam ter treinado bastante, para se preparar fisicamente e psicologicamente.  

Giba elogiou também o tema da redação. "No ano passado, com o tema imigração, dependendo do local onde o candidato mora não sabia direito o que fazer, porque as vezes não teve muito contato com o assunto. Mas a Lei Seca é diferente. Além disso, a prova ofereceu dois textos bons sobre o assunto. Ele tinha muitos elementos para fazer uma boa redação", afirmou.

Línguas estrangeiras

Os professores de inglês e espanhol - línguas pedidas na prova do Enem - avaliaram como uma prova muito boa e que cobra que o aluno conhecesse a língua pedida. 

O professor de espanhol da Poli Gonzalo Vergara afirmou que a prova teve duas questões fáceis, uma mediana e duas difíceis. "É uma prova que exige que você seja um bom leitor, que leia com atenção os enunciados. Os enunciados, por sinal, estavam muito bem elaborados", afirma.

A professora de inglês Lucia Helena Martins de Souza também elogiou o exame. "A prova seguiu o mesmo grau de dificuldade do ano passado e manteve o estilo de questões. Se o aluno não lê o enunciado com atenção, ele pode responder errado", afirma. 



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