Enem: Matemática trouxe questão mais difícil e Português exigiu leitura refinada

Por Julia Carolina - iG São Paulo | - Atualizada às

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Para docente do cursinho da Poli, questão que pedia análise combinatória foi muito difícil e poderia causar problemas até para alunos muito estudiosos

A prova de Matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que aconteceu neste domingo (27), trouxe a questão mais complicada de todas as edições da prova. Essa é a avaliação da professora de matemática do cursinho da Poli Thaís Oliveira sobre a questão de número 171 da prova rosa.

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“Foi uma questão muito difícil, de análise combinatória. Mesmo um aluno muito bom poderia se equivocar na hora de resolvê-la. Na minha avaliação, foi a mais difícil que já apareceu no exame”, afirmou.

Para Eduardo Izidoro, também professor de Matemática, a prova foi boa, mas muito cansativa e trabalhosa. “O maior inimigo é o tempo que o aluno tem e ele precisa estar preparado, é um preparo físico mesmo porque a prova é cansativa, ainda mais hoje com a redação. Além disso, se você pega a maioria dos alunos começa pela prova de Português, então chega em Matemática e já está cansada”, disse.

Cadeirante Renato Sales usaria o Enem para acumular pontos para o vestibular de medicina. Foto: Maria Fernanda Ziegler/ iG São PauloDaniela e Deise enfrentaram trânsito, mas confessam que saíram "em cima da hora". Foto: Maria Fernanda Ziegler/ iG São PauloCandidata ao Enem recebe apoio de namorado antes de prestar prova na Federal do Paraná, em Curitiba (PR). Foto: Vagner Rosario/Futura PressAbertura dos portões do Centro Educacional de Tempo Integral Áurea Pinheiro Braga, em Manaus (AM). Foto: Edmar Barros/Futura PressPortões foram abertos às 12h (horário de Brasília) para os candidatos da Universidade Católica, de Recife (PE). Foto:  Anderson Stevens/Futura PressOs amigos Caio Fernandes, de 15, e Júlia Nevado, de 17, minutos antes da segunda prova. Foto: Maria Fernanda Ziegler / iGEstudantes entram para o segundo dia de prova do Enem 2013, na UERJ, do Rio. Foto: Ale Silva/Futura PressEstudantes chegam para o segundo dia de prova na UERJ, no Rio de Janeiro. Foto: Ale Silva/Futura PressEstudantes chegam para o segundo dia de prova na UERJ, no Rio de Janeiro. Foto: Ale Silva/Futura PressEstudantes chegam para o segundo dia de prova na UERJ, no Rio de Janeiro. Foto: Ale Silva/Futura PressFiscais aguardam entrada para o segundo dia de provas na UERJ, no Rio (27/10). Foto: Ale Silva/Futura PressPrimeiro dia: estudante chegou atrasada para a prova e passou mal ao se deparar com os portões fechados em Guarulhos, na Grande SP. Foto: Futura PressPrimeiro dia: Alunos chegaram atrasados ao Enem neste sábado; portões fecharam às 13h. Foto: Futura PressPrimeiro dia: Alunos chegaram atrasados ao Enem neste sábado; portões fecharam às 13h. Foto: Futura PressAlunos chegaram atrasados ao Enem neste sábado; portões fecharam às 13h. Foto: Futura PressAlunos chegaram atrasados ao Enem neste sábado; portões fecharam às 13h. Foto: Futura PressTeve tumulto na Universidade Paulista (Unip) da Barra Funda durante o fechamento dos portões. Foto: Futura PressDouglas dos Santos não foi liberado do trabalho a tempo de chegar no Enem. Foto: Agência BrasilDominique estudou a madrugada toda e depois perdeu a hora para o exame. Foto: Agencia Brasil/reproduçãoCandidata Elisa Dias, de 19 anos, chegou 10 minutos antes do fechamento dos portões, em São Paulo. Foto: Maria Fernanda Ziegler/ iG São PauloMovimento de estudantes após abertura dos portões da UERJ, no campus Francisco Negrão de Lima, no Rio. Foto: Futura PressMovimento de estudantes durante a abertura dos portões da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Foto: Anderson Stevens/Futura PressAbertura dos portões na unidade Vergueiro da Unip, em São Paulo, neste sábado. Foto: Futura PressEstudantes exibem inscrição para o Enem antes da prova na cidade de São José, em Santa Catarina. Foto: Futura PressJovens Karina Alix e Karina Balega saíram de casa bem mais cedo para evitar atrasos neste sábado. Foto: Julia Carolina / iG São PauloFamília da Gabriela Curado, candidata ao Enem, irá aguardar do lado de fora da Faculdade Uninove, na Barra Funda, em SP. Foto: Maria Fernanda Ziegler/ iG São PauloMovimento de estudantes antes da prova do primeiro dia do Enem, na UERJ, campus Francisco Negrão de Lima, no Rio. Foto: Futura PressMovimento de estudantes antes da prova do primeiro dia do Enem, na UERJ, campus Francisco Negrão de Lima, no Rio. Foto: Futura PressProfessor de matemática, Marcio Barbosa, dá dicas de matemática para os estudantes na UFRJ, no Rio. Foto: Futura Press

Veja a correção da prova

Já a professora de Português Eva Nobre disse que a prova exigiu um aluno com perfil refinado, que fizesse uma boa leitura dos textos. “As questões cobradas não eram para um aluno mediano, mas sim para um aluno com o nível bom”, completa. A docente elogia ainda a prova apresentar questões de recursos linguísticos, que questionam sobre a terminologia gramatical. “Desse modo, eles valorizam a língua portuguesa. Isso refina o olho do aluno”, elogia.

Para o coordenador do Anglo Luís Ricardo Arruda, a prova deste domingo derrubou um mito do Enem: “Existia aquele mito de que não precisava saber Matemática, só tinha que ler bem a questão. Isso caiu. A prova de hoje mostra que o aluno precisa mais do que bom senso para conseguir responder uma questão. Ele tem saber o conteúdo”, afirmou.

Ele avalia, porém, que a prova de Português poderia ser mais difícil. “Uma coisa boa é que o Enem aprendeu que é melhor reduzir o tamanho do texto. O texto longo é muito desgastante para o aluno. A única coisa que tem que aperfeiçoar é que a maioria das questões sempre tem uma resposta muito óbvia. Acaba facilitando muito para os alunos”, disse.

Para Gilberto Alvarez, o Giba, coordenador do cursinho da Poli, a prova deste final de semana deixou muito claro o perfil de aluno que o Enem espera. "É um aluno estudioso, que consegue fazer várias conexões entre os assuntos", afirma. Ele lembra que como a prova é muito cansativa, os candidatos precisavam ter treinado bastante, para se preparar fisicamente e psicologicamente.  

Giba elogiou também o tema da redação. "No ano passado, com o tema imigração, dependendo do local onde o candidato mora não sabia direito o que fazer, porque as vezes não teve muito contato com o assunto. Mas a Lei Seca é diferente. Além disso, a prova ofereceu dois textos bons sobre o assunto. Ele tinha muitos elementos para fazer uma boa redação", afirmou.

Línguas estrangeiras

Os professores de inglês e espanhol - línguas pedidas na prova do Enem - avaliaram como uma prova muito boa e que cobra que o aluno conhecesse a língua pedida. 

O professor de espanhol da Poli Gonzalo Vergara afirmou que a prova teve duas questões fáceis, uma mediana e duas difíceis. "É uma prova que exige que você seja um bom leitor, que leia com atenção os enunciados. Os enunciados, por sinal, estavam muito bem elaborados", afirma.

A professora de inglês Lucia Helena Martins de Souza também elogiou o exame. "A prova seguiu o mesmo grau de dificuldade do ano passado e manteve o estilo de questões. Se o aluno não lê o enunciado com atenção, ele pode responder errado", afirma. 



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