Enem teve textos menores, mas foi mais difícil do que prova do ano passado

Por Julia Carolina |

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Prova de Ciências Humanas cobrou visão crítica, a de Ciências da Natureza exigiu domínio de conteúdo

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi uma prova difícil e cobrou do aluno saber relacionar os assuntos que aprendeu na escola com o dia a dia. É isso os professores ouvidos pelo iG afirmaram sobre as provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza, que aconteceu neste sábado (26).

Para Gilberto Alvarez, o Giba, coordenador do cursinho da Poli, a prova “firmou tendência”. “A prova cobrou que o aluno fosse estudioso e também um bom leitor. Que ele soubesse relacionar as disciplinas que aprendeu na escola com o meio em que ele vive”, afirmou.

Além disso, ele diz que na prova de Ciências Humanas havia perguntas criticas misturadas com questões atuais, o que cobrou que o aluno assumisse esse comportamento critico. “Exigiu que o aluno tivesse um perfil diferenciado. Teve muita referencia atual também, teve questões muito recentes de jornal e também trazendo fatos de outros países”, afirmou.

O professor de História do cursinho Poli Elias Feitosa concorda. “A leitura e a interpretação mandaram na prova. Teve uma variedade grande de imagem, gráfico, charge, pintura”, afirmou. “O Enem tem exigido um candidato com uma visão bem relacionada com o hoje, que dialogue com a sociedade contemporânea”, afirmou.

A coordenadora do Colégio Objetivo, Vera Lúcia Antunes, observa que, neste ano, aumentou o número de questões que envolve as disciplinas de Filosofia e Sociologia. "A prova exigia uma grande concentração nos textos, era preciso entender o que eles estavam pedindo. Não era uma questão de certo ou errado."

Já Ciências da Natureza cobrou mais conteúdo. O professor Joel Pontim, do cursinho da Poli, diz que o Enem pede que o aluno faça conexões com o que ele aprende e o dia a dia. Talvez os alunos que não tenha percebido esse sinal tenham mais dificuldade. Não é aquele padrão de cobrança de fórmula”, afirma.

Mais crítico, o professor Luís Ricardo Arruda, coordenador geral do Anglo, diz que pedirá a anulação de duas questões (na prova branca: a 82 e a 87) que traziam imperfeições, por isso, não tinha resposta certa. “De um modo geral a prova foi difícil. Quando você olha o conjunto, teve questões fáceis, médias e difíceis, mas teve várias questões difíceis. Isso porque a prova trazia várias imperfeições”, completa.

Polêmica em questão

Uma delas, que causou polêmica entre os alunos, traz uma charge sobre o governo Juscelino Kubitschek e um texto com a palavra gasolina escrita com “z”. “Mas isso não era uma questão que prejudicaria o aluno, a gente apenas chama atenção para o erro”, completa.

Elias Feitosa lembra, porém, que o texto é antigo e que naquela época a palavra realmente era escrita com a letra z. “Não se tratou de uma falha no exame”

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