Estudantes fazem ato contra a insegurança no campus da UnB

Por Agência Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Alunas pedem ainda a disponibilização de mais linhas de ônibus, para evitar que a superlotação ocasione abusos

Agência Brasil

O Movimento Mulheres em Luta (MML) fez uma manifestação na Universidade de Brasília (UnB) pedindo mais segurança no campus nesta terça-feira (22). As estudantes pedem a contratação de pessoas treinadas para protegê-las. O grupo iluminou com velas e tochas o percurso que vai da L2, avenida que margeia a universidade, até o Instituto Central de Ciências (ICC), trecho que, de acordo com as estudantes, tem alto índice de estupros.

Conheça a home do Último Segundo

Agência Brasil
Coletivo feminista que reúne estudantes da UnB faz ato contra a insegurança no campus

De acordo com a estudante de serviço social da UnB e membro do MML, Marissa Santos, a universidade só tem segurança patrimonial, o que não é suficiente na opinião dos alunos. Ela relata que todo semestre há casos de vários tipos de violência, inclusive estupros, dentro do campus. Ela também reclama que a iluminação da universidade é precária, o que ocasiona mais insegurança para as pessoas, principalmente mulheres, o foco do protesto.

Além disso, as alunas pedem a disponibilização de mais linhas de ônibus para a UnB, para evitar que a superlotação do coletivo ocasione abusos, e de mais linhas de transporte interno, para que elas não se arrisquem ao caminhar até a avenida principal para pegar o ônibus.

Luíza Oliveira, estudante de ciências sociais e também membro do MML, disse que o grupo vai entregar um ofício para reitoria pedindo uma audiência para que um planejamento estratégico de segurança possa ser discutido. Ela disse que a universidade tem um plano de segurança arquivado, que não foi aplicado.

De acordo com Luíza, a segurança do campus da UnB é um tema antigo entre os alunos, mas o movimento de hoje foi pensado depois do sequestro relâmpago de três estudantes no estacionamento do ICC. "Depois do sequestro, as rondas da Polícia Militar aumentaram, mas a polícia não está preparada para fazer a nossa segurança. Precisamos de seguranças da UnB treinados para evitar situações de violência, principalmente contra mulheres", disse Luíza, acrescentando que a universidade deve contratar principalmente mulheres para fazer a segurança.

A Agência Brasil tentou entrar em contato com a decana Sonia Marise Salles, indicada pela assessoria de imprensa para falar sobre o assunto, mas ela não foi encontrada.

Leia tudo sobre: unbsegurançamulheres

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas