Estudantes marcaram uma assembleia na tarde desta quinta-feira para decidir rumo da greve geral

A Universidade de São Paulo (USP) entrou com pedido na Justiça solicitando a reintegração de posse do prédio da reitoria na Cidade Universitária, zona oeste da capital paulista. O local foi ocupado por alunos desde a terça-feira (1º), em protesto por eleições diretas para a cúpula da instituição. O pedido deve ser analisado pela 12.ª Vara da Fazenda Pública da Capital ainda nesta quinta-feira.

Estudantes estão na reitoria da USP desde a terça-feira (1º); no mesmo dia eles aprovaram greve geral
Futura Press
Estudantes estão na reitoria da USP desde a terça-feira (1º); no mesmo dia eles aprovaram greve geral

O grupo de estudantes pede para que sejam anuladas as decisões tomadas na terça pelo Conselho Universitário (CO), instância máxima da USP, que aprovou poucas mudanças no sistema de escolha de reitor e vice-reitor. O mandato do atual reitor, João Grandino Rodas, vai até 25 de janeiro de 2014.

Os alunos convocaram para 18h desta quinta-feira uma assembleia geral para decidir os rumos da ocupação e da greve.

Prisões

Em novembro de 2011, a ocupação da reitoria da USP terminou em 73 prisões. Após oito dias dentro do prédio, a Tropa de Choque da Polícia Militar desocupou o imóvel.

O protesto dos estudantes era contrário à presença de PMs na Cidade Universitária, que iniciou patrulhamento no câmpus após convênio com a reitoria. A medida de segurança foi proposta após a morte do aluno Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, durante tentativa de assalto no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração em maio do mesmo ano.

Em maio de 2013, a Justiça não aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual de formação de quadrilha e mais quatro crimes contra os 73 manifestantes. No processo administrativo movido pela universidade, o grupo já havia sido absolvido.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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