Justiça marca audiência de conciliação entre USP e alunos que ocuparam reitoria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Estudantes e funcionários estão no prédio desde terça-feira; encontro acontece na próxima semana

Após a Universidade de São Paulo (USP) entrar com pedido de reintegração de posse da reitoria, a Justiça marcou uma audiência de conciliação entre a universidade e os estudantes e funcionários que ocuparam o prédio. Eles estão no local desde a terça-feira (1º) e, entre as reivindicações, pedem por uma eleição direta para o cargo de reitor.

Futura Press
Estudantes ocupam a reitoria da USP desde a última terça-feira; Universidade acionou a Justiça

O juízo da 12ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo marcou a audiência para a próxima terça-feira (8), às 14h30. A ação da USP foi proposta contra a Associação dos Docentes da USP (Adusp), Diretório Central dos Estudantes Livres "Alexandre Vannucchi" (DCE-Livre USP) e Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp). Segundo o TJ-SP, a universidade pede a desocupação de prédios administrativos por parte das lideranças.

Os alunos convocaram para 18h desta quinta-feira uma assembleia geral para decidir os rumos da ocupação e também da greve geral, que foi aprovada pelos alunos também na terça-feira.

O grupo de estudantes pede para que sejam anuladas as decisões tomadas na terça pelo Conselho Universitário (CO), instância máxima da USP, que aprovou poucas mudanças no sistema de escolha de reitor e vice-reitor. O mandato do atual reitor, João Grandino Rodas, vai até 25 de janeiro de 2014.

Prisões

Em novembro de 2011, a ocupação da reitoria da USP terminou em 73 prisões. Após oito dias dentro do prédio, a Tropa de Choque da Polícia Militar desocupou o imóvel.

O protesto dos estudantes era contrário à presença de PMs na Cidade Universitária, que iniciou patrulhamento no câmpus após convênio com a reitoria. A medida de segurança foi proposta após a morte do aluno Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, durante tentativa de assalto no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração em maio do mesmo ano.

Em maio de 2013, a Justiça não aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual de formação de quadrilha e mais quatro crimes contra os 73 manifestantes. No processo administrativo movido pela universidade, o grupo já havia sido absolvido.

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